D. António Luciano celebrou Eucaristia e visitou doentes na unidade de Cuidados Intensivos

Viseu, 12 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu convidou, esta quarta-feira, a rejeitar a indiferença perante quem sofre, na Missa que presidiu na Capela do Hospital de São Teotónio, naquela cidade, no Dia Mundial do Doente.
“Não podemos ficar indiferentes a quem sofre”, afirmou D. António Luciano, na homilia que proferiu, sublinhando que “é preciso construir um mundo de partilha, amizade e unidade”, como sugere o caminho sinodal.
Aludindo à mensagem do Papa Leão XIV para a data que se assinalava, com o tema “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”, baseada na parábola do Bom Samaritano, o bispo referiu que esta “ilumina os cuidadores a servir os doentes à luz do mistério de Cristo, nos sofrimentos e nas dores que afligem todo o ser humano”.
“Nas mais diversas situações e circunstâncias da vida humana e da sociedade atual somos desafiados a ter gestos concretos para socorrer, escutar, ajudar e cuidar com sabedoria e compaixão as dores dos irmão”, realçou.
D. António Luciano lembrou que Deus está sempre presente e cuida de todos, “ao mesmo tempo que inspira os médicos, os enfermeiros, os técnicos, os auxiliares e os voluntários no serviço que prestam”.
“Jesus nunca nos abandona”, sublinhou, na Eucaristia, que contou com a presença de membros da Liga de Amigos e Voluntariado da Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões, profissionais de saúde e familiares de doentes.
De acordo com a nota enviada à Agência ECCLESIA, a celebração foi transmitida através do circuito interno de televisão do hospital, permitindo o acompanhamento dos doentes internados.

“As intenções foram ainda alargadas, em comunhão e oração, a todas as unidades de saúde, lares e domicílios da Diocese”, informa.
Na homilia da Missa, concelebrada pelo capelão, padre João Pedro Cardoso, o bispo de Viseu dirigiu-se também aos cuidadores, pedindo-lhes que continuem a servir “à luz do mistério de Cristo, com gestos concretos de proximidade, escuta e compaixão”.
“Um doente precisa de ser cuidado, ouvido e acompanhado, muitas vezes em silêncio, mas com amor e oração”, enfatizou, reforçando a importância da proximidade no exercício da missão de cuidar.
Aos profissionais de saúde, às administrações hospitalares, aos agentes da Pastoral da Saúde, aos cuidadores e familiares, o bispo de Viseu deixou também uma palavra de reconhecimento, ressaltando a importância de cada função, junto de quem sofre.
Na intervenção, o bispo diocesano recordou as tempestades que assolara o país nas últimas semanas, causando vítimas mortais, feridos e elevados prejuízos materiais.
“Todos estes irmãos, doentes no corpo ou na alma, precisam da nossa oração e da nossa solidariedade”, apelou.
A Eucaristia concluiu com oração do doente, seguindo-se a visita do bispo à unidade de Cuidados Intensivos, onde estão internadas 10 pessoas.
De acordo com a Diocese de Viseu, foi ainda assinalado o 11.º aniversário da Liga de Amigos e Voluntariado da ULS Viseu Dão Lafões, onde D. António Luciano teve oportunidade de agradecer aos voluntários o trabalho desenvolvido.
Estiveram também presentes Carla Pedro, presidente da direção da Liga, membros do Conselho de Administração, o capelão padre João Pedro Cardoso e demais profissionais de saúde.
A Igreja Católica celebra anualmente o Dia Mundial do Doente, a 11 de fevereiro, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, uma data que foi instituída pelo Papa São João Paulo II, a 11 de fevereiro de 1992.
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