Santarém: Bispo anuncia destino da renúncia quaresmal 2026 para os cristãos do Sudão

D. José Traquina escreveu mensagem para a Quaresma, um tempo que destaca como «um dom e uma oportunidade de renovação interior»

D. José Traquina
Foto: Agência ECCLESIA/PR

Santarém, 11 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Santarém, D. José Traquina, anunciou hoje, na mensagem para a Quaresma, que o valor angariado na renúncia quaresmal deste ano tem como destino o apoio aos cristãos no Sudão.

“Este ano de 2026, depois de consulta ao Conselho Presbiteral, a renúncia quaresmal destina-se ao apoio dos cristãos no Sudão (África), através dos Missionários Combonianos (também presentes na área da nossa Diocese, no Bairro do Jardim de Cima, na cidade de Santarém)”, informa o texto enviado à Agência ECCLESIA.

Em 2025, o montante arrecadado foi de 25.323,03 euros e dirigiu-se a jovens e crianças da Missão de Laleia (Timor Leste) das Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, congregação missionária presente na área da missão da Diocese de Santarém, na Vila da Chamusca.

“A Quaresma é o tempo que somos chamados a assumir como preparação para bem celebrarmos a Páscoa do Senhor, a grande e central celebração da nossa Salvação, realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo com a sua morte e ressurreição”, escreveu D. José Traquina.

O bispo diocesano afirma que o tempo que é dado a viver “é um dom e uma oportunidade de renovação interior, e não deve ser vivido como simples repetição”, pois a vida de cada um “está sempre em constante mudança e cheia de novos desafios e preocupações”.

“É com esperança e fé que devemos acolher a mensagem da Palavra de Deus no ritmo da Liturgia da Igreja. Assim, para uma participação espiritualmente frutuosa e enriquecedora, a Páscoa merece uma preparação de purificação interior, pela aproximação a Deus e pela atenção e cuidados com os nossos semelhantes, começando em casa”, salientou.

Segundo D. José Traquina, “a celebração da Páscoa — paixão, morte e ressurreição de Jesus — é o centro e a fonte de toda a ação litúrgica da Igreja ao longo de todo o ano”.

“Pela sua importância, e para que beneficiemos de toda a graça, somos convidados a seguir Jesus e a fazer, com Ele, a caminhada quaresmal até à sua Páscoa”, indicou.

O bispo convidou a “considerar também o exercício do jejum, da esmola e da oração”.

“Existem vários modos de corresponder, mas não deixemos de o fazer, como exercício individual e discreto”, apelou.

No início da mensagem quaresmal, o bispo aborda a situação das tempestades em Portugal, realçando que “desde o passado dia 28 de janeiro, a região centro de Portugal continental está em permanente preocupação com o efeito dos fortes ventos e da chuva abundante”.

“Na área geográfica da nossa Diocese, os ventos fortes atingiram a zona norte, especialmente o concelho de Tomar, e as águas provocaram uma das maiores cheias registadas nos rios Nabão, Almonda, Alviela e Tejo”, explica.

D. José Traquina relata que “todas as comunidades mais próximas do rio Tejo foram atingidas pela cheia e”, à hora em escreve, “várias continuam cercadas de águas”.

No texto, o bispo “todo o enorme esforço das Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Proteção Civil e Bombeiros na resposta a tão grande desafio de proteção das populações” e deixa uma mensagem à Cáritas Diocesana que “tem estado atenta, dando o seu apoio em cooperação com as Cáritas Paroquiais da Vigararia de Tomar”.

“De sublinhar, ainda, o envolvimento de padres e leigos a colaborar na resposta urgente aos espaços comunitários atingidos pela intempérie”, ressalta.

D. José Traquina saúda ainda “as respostas em solidariedade extensivas a toda a zona centro atingida”.

“A crise provocada pela tempestade gerou uma onda de solidariedade, manifestando a melhor atitude e elevação da pessoa humana”, expressou.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados, informa a Lusa.

LJ/

Partilhar:
Scroll to Top