«O papel da Igreja na questão do turismo é buscar a singularidade do outro naquilo que é a massificação», afirma o padre Miguel Neto
Lisboa, 10 fev 2026 (Ecclesia) – A Pastoral do Turismo – Portugal (PTP), da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), vai refletir sobre a ‘sustentabilidade’, na “relação entre as pessoas”, no ambiente, na comunicação e literacia, na habitação, nas suas jornadas nacionais, dias 13 e 14 de fevereiro.
“Neste momento a sustentabilidade é sobretudo a sustentabilidade de relações, da sustentabilidade daquilo que é o mundo, de ver o turismo espiritual e o turismo religioso como algo que pode facilitar a relação entre as pessoas neste mundo global, neste mundo onde temos problemas de migração, temos problemas de conflitos, temos problemas de divisão”, disse o diretor da PTP, esta terça-feira, 10 de fevereiro, em entrevista à Agência ECCLESIA.
O padre Miguel Neto realça a importância de promover o turismo como “um espaço de encontro” que quebra preconceitos, que leva a conhecer o outro, mas também “de evangelização, de solidariedade social”, de perceber que são “todos irmãos”.
‘A Esperança de uma maior Sustentabilidade’, inspirado na encíclica Fratelli tutti sobre a fraternidade e a amizade social, do Papa Francisco, é o tema das VI Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, da Igreja Católica em Portugal, nos dias 13 e 14 de fevereiro, esta sexta-feira e sábado, no Santuário de Cristo Rei, da Diocese de Setúbal, em Almada.
Para o diretor da Pastoral do Turismo – Portugal da CEP, é possível a promoção do encontro do próximo, fomentar o conceito da fraternidade e da amizade social, e defende que “é essencial que a Igreja tenha esse papel”.
“E o papel da Igreja na questão do turismo é buscar singularidade do outro naquilo que é a massificação”, realçou.
“No turismo massivo, os funcionários, os trabalhadores, são números. No nosso turismo religioso temos que ver o impacto que tem na empregabilidade das pessoas, sobretudo nas zonas mais rurais, nas zonas mais afastadas, criar condições de trabalho, condições de vida honestas e correta”, acrescentou o sacerdote da Diocese do Algarve, no Programa ECCLESIA, transmitido hoje, na RTP2.
Segundo o padre Miguel Neto, uma viagem organizada por uma paróquia, por uma congregação, é ocasião de conhecimento, de construção da fraternidade, e exemplifica com “a peregrinação das peregrinações”, à Terra Santa, com um bom guia, o grupo percebe que “nem todos os palestinianos são muçulmanos, existem cristãos palestinianos, e até estão bem organizados”.
As VI Jornadas de Pastoral do Turismo são abertas “a toda a gente que se interessa”, e a inscrição está a decorrer através de um formulário online, com um valor de participação de 30 euros.
PR/CB/OC
O Turismo como Lugar de Esperança: A Igreja e a Nova Sustentabilidade

