Na carta que Leão XIV escreveu ao enviado especial às celebrações solenes do Dia Mundial do Doente, na Diocese peruana de Chiclayo

Cidade do Vaticano, 07 fev 2026 (Ecclesia) – O Papa convidou a Igreja a rezar “por todos os fiéis doentes afetados por enfermidades, patologias ou dores”, na carta ao seu enviado especial à celebração solene do Dia Mundial do Doente 2026, este ano em Chiclayo, no Peru.
Leão XIV pediu à Igreja espalhada por todo o mundo para rezar “por todos os fiéis doentes afetados por enfermidades, patologias ou dores”, na carta divulgada este sábado, na sala de imprensa da Santa Sé.
“Que eles, sustentados por essa intercessão maternal, queiram benignamente oferecer a Deus misericordioso, por meio de Maria, pela paz deste mundo, todos os desconfortos da própria vida”, acrescentou.
O prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, D. Michael Czerny, foi nomeado enviado especial do Papa para as celebrações solenes do Dia Mundial do Doente 2026, de 9 a 11 de fevereiro, este ano na Diocese de Chiclayo, no Peru, onde Leão XIV foi bispo diocesano de 2015 a 2023, e administrador apostólico em 2014.
“Por divina providência, aconteceu então que, por vontade do Papa Francisco, de feliz memória, o 34° Dia Mundial do Doente fosse celebrado precisamente nesta terra do Peru, para expressar com sempre maior intensidade a solicitude maternal da Bem-Aventurada Virgem Maria para com todos aqueles que são afligidos por várias dores e enfermidades; vontade que nós mesmos acolhemos com gratidão e, com o parecer favorável da Conferência dos Bispos do Peru”, explica Leão XIV.
O Papa confirmou “de bom grado”, determinando que o referido Dia Mundial de 2026 “aconteça e seja solenemente celebrado no Santuário de Nossa Senhora da Paz”, na Diocese de Chiclayo, a Missa conclusiva no dia 11 de fevereiro, “onde também, no passado”, invocou “várias vezes em oração a ajuda de Deus”.
Na sua carta, Leão XIV escreve que recorda, “frequentemente, com todo o afeto do coração e da mente”, da “amada terra do Peru”, onde foi missionário agostiniano e bispo, e realça que os fiéis, “guiados pela piedade e pelo amor, buscam com confiança refúgio sob a proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria”; e lembrou que, há 12 anos, nesta catedral dedicada à Maria, tornou-se bispo da Diocese de Chiclayo.
O cardeal Michael Czerny vai presidir aos ritos sagrados em nome do Papa, “levando aos fiéis cristãos ali reunidos, entre os quais especialmente todos os enfermos, o conforto e o encorajamento da consolação do Evangelho proveniente da comunhão inefável de Cristo, que prometeu estar connosco em todas as circunstâncias, todos os dias, até o fim do mundo”.
A todas as pessoas que vão participar no 34.º Dia Mundial do Doente, o Papa pede que possam “dar testemunho das virtudes teologais – fé, esperança e caridade – e da proximidade humana e cristã nas necessidades, carregando os fardos uns dos outros e cumprindo assim a lei de Cristo do fundo do coração”.
Para além do enviado especial do Papa às celebrações solenes do Dia Mundial do Doente 2026, D. Michael Czerny, a delegação pontifícia é constituída pelo diretor do Departamento de Comunicação da Diocese de Chiclayo, o padre Fidel Purisaca Vigil que acompanhou D. Robert Prevost quando era bispo desta cidade, e o irmão Wilson Enrique Gonzales Carbajal, coordenador nacional da Pastora da Saúde (CEAS).
Neste mês de fevereiro, Leão XIV convidou as comunidades católicas a rezar pelas crianças com doenças incuráveis, na intenção divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP), juntamente com o Dicastério para a Comunicação, do Vaticano.
| A Igreja Católica celebra anualmente o Dia Mundial do Doente, a 11 de fevereiro, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, e esta data foi instituída pelo Papa São João Paulo II, a 11 de fevereiro de 1992.
O Papa Leão XIV dedicou a sua primeira mensagem para o Dia Mundial do Doente ao tema ‘A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro’, que foi publicada no dia 20 de janeiro, onde lamenta “a cultura do efémero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença”. O Papa convidou a gestos de “proximidade e presença”, não como “meros gestos de filantropia”, mas como “sinais de participação pessoal nos sofrimentos do outro”, na mensagem onde termina a lembrar “os doentes e as suas famílias”, também os que cuidam de quem está doente, e o trabalho de “profissionais e agentes da pastoral da saúde”. |
CB
Vaticano: Papa convida a rezar pelas crianças com doenças incuráveis
