Leiria: Cáritas Diocesana quer «dignificar» toda solidariedade recebida, «desde o pacote de arroz, até aos 40 mil euros de um benfeitor»

Instituição da Diocese de Leiria-Fátima publicou o regulamento do «Fundo de Emergência – Tempestade Kristin»

Foto Agência ECCLESIA/PR, Nelson Rodrigues, Diretor de Serviços da Cáritas Diocesana de Leiria

Leira, 07 fev 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima quer “dignificar” a ajuda para as vítimas dos efeitos da Tempestade Kristin, “desde o pacote de arroz até aos 40 mil euros”, e publicaram o ‘Regulamento Interno do Fundo de Emergência’.

“Nós, acima de tudo, temos que dignificar o dinheiro que nos é confiado e este é o princípio basilar de toda a nossa ação, é dignificar aquilo que nos é confiado, desde o pacote de arroz até aos 40 mil euros de um benfeitor”, disse o diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria, este sábado, em declarações à Agência ECCLESIA.

Nelson Costa realça que no Fundo de Emergência – Tempestade Kristin “poderá haver valores mais altos” dos 40 mil euros, mas, assegura que a Cáritas Diocesana de Leiria quer “dignificar aquilo que é confiado, desde o arroz até ao dinheiro que é entregue”.

A instituição solidária da Diocese de Leiria-Fátima publicou online, para consulta pública, o regulamento interno do ‘Fundo de Emergência – Tempestade Kristin’, o diretor de serviços lembra que “desde o princípio”, a Cáritas Diocesana assumiu que este fundo “seria gerido com maior transparência”, e “começaram logo a trabalhar na criação de um regulamento” para a sua gestão.

“Este fundo será todo direcionado para o apoio às famílias e às pessoas que sofreram essa tempestade, e será sempre esse o principal objetivo na reconstrução, na reparação das habitações, na compra de bens e serviços que sejam necessários para dar resposta às pessoas, e para outro tipo de situações que poderão suprimir algumas falhas que toda esta tragédia causou na vida das pessoas”, desenvolveu Nelson Costa.

A Cáritas Diocesana de Leiria informou que o Fundo de Emergência Social Diocesano “conseguiu angariar 1.212.221,24€”, até às 14h30, desta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, numa nota à Agência ECCLESIA, onde destaca que esse valor pecuniário reflete “a continuidade de uma mobilização solidária de grande dimensão da sociedade portuguesa”.

O diretor de serviços da Cáritas Diocesana assegura que a instituição solidária da Igreja Católica com este ‘Fundo de Emergência – Tempestade Kristin’ não se vai “sobrepor de todo ao apoio do Estado”, mas são “um complemento” a essa ajuda estatal, e “com todo o rigor”, vão tentar que os apoios do Estado “sejam esgotados na resposta a esse apoio a uma família”.

“E, depois, este fundo, gerido também, será um complemento a estes apoios do Estado, todos sabemos que este apoio muitas vezes não será suficiente para reconstruir projetos de vida”, realçou.

Foto Agência ECCLESIA/PR, Cáritas Diocesana de Leiria

Nelson Costa lembra ainda que foi também uma “exigência de toda a equipa da Cáritas” que este ‘Fundo de Emergência – Tempestade Kristin’ “fosse auditado, desde o início ao fim”, e foi escolhida a empresa Forvis Mazars, para essa auditoria externa independente.

Para além do ‘Regulamento Interno do Fundo de Emergência – Tempestade Kristin’, a Cáritas Diocesana de Leiria divulgou também Decreto de nomeação da Equipa de Gestão e Acompanhamento do Fundo, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, nomeou sete pessoas para essa comissão, só duas fazem parte da Cáritas Diocesana: Ana Isabel Mota, presidente da Cáritas diocesana, Nelson Costa; Susana Cristina Rodrigues; Rui Alberto Rodrigues; Fausto Ferreira; Ana Lúcia Sargento; Isolda do Rosário.

A Cáritas de Leiria, segundo a informação desta sexta-feira, distribuiu “37 toneladas de alimentos e produtos de higiene”, e apoiou diretamente “337 famílias”, através da entrega de cabazes alimentares e bens essenciais, nas suas instalações, para além de visitar e acompanhamento de “cerca de 200 famílias nas comunidades afetadas” pela tempestade.

Para o diretor de serviços da Cáritas Diocesana “tem sido uma experiência fantástica” trabalhar com tantos voluntários, e explica que “uma das grandes bandeiras” da instituição são os voluntários que “sempre teve e que tem”.

“Felizmente, nestes dias que temos passado, a massa humana que tem colaborado connosco tem sido fantástica”, salientou Nelson Costa.

PR/CB

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