Solidariedade: Cáritas Diocesana de Lisboa destaca «generosidade incrível» na ajuda a vítimas da tempestade Kristin

Carmo Diniz assinala importância de atuar em rede, com atenção a vários territórios afetados pelo mau tempo

Foto: Lusa

Lisboa, 06 fev 2026 (Ecclesia) – A diretora-executiva da Cáritas Diocesana de Lisboa destacou hoje a importância do trabalho em rede e a “generosidade enorme” das pessoas, falando no último dia da campanha de recolha de bens essenciais e donativos para Leiria, após a passagem da depressão Kristin.

“Os últimos dias têm sido de uma generosidade enorme, e ainda não conseguimos contar todos, todos, estamos a fazer um esforço grande. Uma grande parte já está a caminho de Leiria, ou seja, hoje saiu um camião com uma grande quantidade”, disse Carmo Diniz, em declarações à Agência ECCLESIA.

A Cáritas Diocesana de Lisboa está a dinamizar uma campanha de recolha de bens essenciais e donativos “para resposta imediata” às vítimas da tempestade da última semana, destinada à cóngenere de Leiria.

“Hoje fecha, fizemos a campanha de bens de primeira necessidade e também fizemos uma campanha de donativos, ontem o valor era de 12.094 euros e 2 cêntimos. Hoje, fechamos, vamos tentar quantificar já todos os bens e vamos reportar o valor financeiro angariado, e vai ser tudo entregue à Cáritas Diocesana de Leiria para apoiar as pessoas que precisam nas zonas afetadas”, indicou a entrevistada.

A diretora-executiva da Cáritas Diocesana de Lisboa explica que a ideia inicial era serem “um ponto de recolha para não criar um problema logístico” em Leiria, mas, este “fim de semana” vão “avaliar para saber se é preciso fazer novo apelo ou não”.

Carmo Diniz visitou Leiria na segunda-feira, sublinhando a colaboração permanente, através da presença de “duas assistentes sociais” e uma carrinha para apoiar as equipas da Cáritas de Leiria.

“Vamos permanecer enquanto for necessário. Ou seja, as assistentes sociais voltam hoje para descansar, e retornarão na segunda-feira”, realçou, indicando que vários parceiros da Cáritas Diocesana de Lisboa “foram ativados para o apoio em Leiria”, o que “é importante”, como a Associação Entrajuda, os CTT, o Banco Alimentar, a Brisa.

A diretora-executivadestaca que este trabalho em rede “é mesmo importante”, e exemplifica que no Patriarcado de Lisboa receberam “um pedido para apoiar 15 famílias”, da Cáritas Paroquial de Famalicão da Nazaré, e foi destes donativos que “saíram estes bens”, uma solução gerida em rede, sendo que “Leiria é a zona mais afetada, e será onde se vão concentrar a maioria dos apoios”.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, no dia 28 de janeiro, causou mortes, vários feridos e desalojados; os distritos que registam mais estragos Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém.

Carmo Diniz explica que na sequência da depressão Kristin entraram em contacto com as Cáritas Paroquiais e com os padres responsáveis pelas Vigararias (conjunto de paróquias) de Torres Vedras, Alcobaça, Nazaré, Lourinhã, Caldas da Rainha, para saber se “estavam bem, se precisavam de algum tipo de apoio”, e mapearam “as necessidades, primeiro, estavam sem luz, poucas comunicações ou comunicações fracas, preocupados com os telhados”, e continuam “a acompanhar a situação”, o Externato de Penafirme sofreu “alguns danos, mas têm conseguido resolver e pôr as telhas no telhado, cortar as árvores”.

“Acabámos por ir a Famalicão da Nazaré e Pederneira, que foram os sítios que nos pediram, que fizeram um alerta mais forte, e estamos a acompanhar de perto. É o mesmo prior, são duas paróquias muito próximas, e a Cáritas Paroquial está em Famalicão da Nazaré”, acrescentou.

A entrevistada assinala que um segundo tema, após as águas, eletricidade e comunicações, é das habitações e dos telhados, que “vai demorar um bocadinho mais de tempo para diagnosticar com fidelidade” o que é que se passa “e em que situação é que as pessoas estão, se têm seguros, se precisam de ajuda”, mas é um processo que vai ser mais longo.

Carmo Diniz conclui salientando que como rede Cáritas estão “atentos a Santarém, a Coimbra, a Portalegre, a Évora, e esta situação em Alcácer”, quando se está a entrar numa segunda fase, após a fase dos telhados, e a quebra das comunicações”.

“Esta segunda fase tem muito mais a ver com inundações e subida das águas, e mantemo-nos atentos, em rede, e unidos para ajudar. A única maneira que temos de ultrapassar isto com a máxima rapidez possível é manter-nos em contacto e coordenados”, explicou a diretora-executiva da Cáritas Diocesana de Lisboa.

CB/OC

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