Solidariedade: Fundação AIS lança campanha para reparação de igrejas, capelas e centros paroquiais atingidos pela tempestade Kristin

«Com a sua ajuda, podemos colocar cada tijolo no seu lugar», apela a diretora do secretariado nacional da fundação pontifícia

Foto: Diocese Leiria-Fátima

Lisboa, 05 fev 2026 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) anunciou hoje uma campanha de solidariedade para a reparação das igrejas, capelas e centros paroquiais atingidos pela passagem da depressão Kristin por Portugal.

“Cada donativo é como uma telha nova ou um tijolo para a reconstrução das nossas igrejas e da esperança das comunidades”, afirmou a diretora do secretariado nacional da AIS, Catarina Martins Bettencourt, numa informação disponibilizada no site.

A Fundação AIS contextualiza que a iniciativa surge depois da tempestade, que assolou Portugal na semana passada, deixando “um forte rasto de destruição em inúmeras localidades, especialmente na região centro”, com “perda de vidas humanas”, “queda de árvores e inundações e incalculáveis prejuízos em habitações”.

A situação levou o Governo a decretar o estado de calamidade nos municípios mais afetados, tendo-se verificado, acrescenta a organização, “danos muito avultados, também em igrejas, capelas e edifícios paroquiais na Diocese de Leiria-Fátima, de longe a mais atingida em todo o território nacional, mas também nas dioceses de Coimbra, Aveiro e Santarém”.

A magnitude deste desastre está ainda por apurar, mas as imagens e os relatos no terreno mostram uma realidade dramática e a necessidade de apoio imediato”, assinalou Catarina Martins Bettencourt, numa mensagem que hoje começou a ser enviada para casa de milhares de benfeitores e amigos da instituição em Portugal.

A responsável sublinha que a AIS, comprometida com a ajuda à Igreja que sofre no mundo, “não pode ficar indiferente ao sofrimento dos portugueses nesta catástrofe de que não há memória”.

“Por isso, contactámos de imediato a Diocese de Leiria-Fátima, para oferecer ajuda de emergência, mas para isso precisamos de si, do seu coração generoso”, apela.

O objetivo da campanha solidária é ajudar na reconstrução de igrejas e capelas danificadas, devolvendo “o mais depressa possível esses locais de culto às respetivas comunidades, para que estas possam voltar a ter condições de celebrar a sua fé”.

A iniciativa procura auxiliar nos trabalhos de restauro de edifícios paroquiais, que também foram atingidos pela tempestade e que, realça a fundação pontifícia, “desempenham um papel central na vida das populações, pois são, muitas vezes, o centro nevrálgico das atividades sociais das localidades em que se inserem”.

Catarina Martins Bettencourt enfatiza que a organização procura “dar esperança e conforto às populações que foram mais atingidas, mostrando que não estão sozinhas”.

A responsável garante que “cada donativo será diretamente aplicado na reconstrução das igrejas, particularmente no apoio à Diocese de Leiria, a mais afetada pela tempestade Kristin”.

Com a sua ajuda, podemos colocar cada tijolo no seu lugar, reconstruir telhados e igrejas, restaurar a fé e devolver a esperança às nossas comunidades”, indica.

“Juntos vamos minorar o sofrimento das comunidades cristãs nesta hora de angústia”, exorta a diretora do secretariado nacional da fundação, que pede aos “benfeitores e amigos da AIS em Portugal” que “tenham presente nas suas orações todos os que sofreram com a passagem da tempestade” por Portugal, “os que estão enlutados, os que perderam os seus bens, os que ficaram sem emprego”.

Os contributos podem ser feitos através do site, em donativos.fundacao-ais.pt, por MBWay 918125574, ou pelo telefone 217544000.

Onze pessoas morreram desde a última semana, na sequência do mau tempo, que provocou a destruição total ou parcial de casas, cortes de energia, água e comunicações, além de outros danos materiais, com centenas de feridos e desalojados.

A tempestade Kristin atingiu Portugal continental há uma semana, causando deste então a morte de dez pessoas, a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, informa a Lusa.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

LJ/OC

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