Organismo sublinha pede a participação eleitoral «num contexto marcado por significativos desafios sociais, culturais e democráticos»

Lisboa, 05 fev 2026 (Ecclesia) – O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), apelou hoje “à participação ativa dos jovens católicos nas Eleições Presidenciais de 2026”, cuja segunda volta se realiza no próximo domingo.
“Usar o voto, não ficar em casa e participar na construção do futuro”, pede o organismo numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA.
O DNPJ sublinha “a importância do voto como um gesto de responsabilidade cívica e de compromisso com o bem comum, num contexto marcado por significativos desafios sociais, culturais e democráticos”.
“Neste âmbito, o DNPJ promoveu encontros e momentos de diálogo com os candidatos à Presidência da República, criando espaços de escuta e reflexão sobre questões centrais para a vida dos jovens e para o futuro da sociedade”, lembra.
Entre os temas abordados nestas sessões estiveram o acolhimento dos migrantes, a crescente polarização da vida política, o cuidado da casa comum, bem como a pobreza e a exclusão social.
A nota indica que “o voluntariado jovem foi também valorizado, em contextos de missão pastoral, ação social e associativa, como uma verdadeira escola de participação, serviço e transformação social”.
O organismo da CEP informa que atualizou o “Guia Prático Católico para Jovens Portugueses”, com orientações para as eleições presidenciais.
O documento, disponível online, procura incentivar a participação eleitoral, recordar a responsabilidade dos jovens enquanto cidadãos e cristãos, destacar princípios centrais da Doutrina Social da Igreja e disponibilizar informação prática sobre o processo de votação.
“O DNPJ expressa a expectativa de que esta ferramenta contribua para uma maior participação dos jovens na vida política e para uma reflexão mais consciente sobre a importância do voto, incentivando também a mobilização de outros jovens para as mesas de voto no próximo dia 8 de fevereiro”, pode ler-se na mensagem.
Às eleições presidenciais de 18 de janeiro concorreram 11 candidatos, mas nenhum deles conseguiu mais do que metade dos votos, pelo que foi preciso repetir a votação com os dois mais votados: António José Seguro e André Ventura.
LJ/OC
