Viana do Castelo: Bispo convida a «edificar uma nova humanidade», a partir da Quaresma

D. João Lavrador anunciou que renúncia quaresmal se destina a «criar um Fundo de Solidariedade diocesano»

Foto: Diocese de Viana do Castelo

Viana do Castelo, 04 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo mobiliza a “edificar uma nova humanidade” através das práticas do jejum e da abstinência, na mensagem para a Quaresma onde informa que a renúncia 2026 é para um “Fundo de Solidariedade diocesano”.

“Numa sociedade da fartura e da riqueza que se alheia da pobreza, numa cultura do poder que se afasta dos simples e dos humildes, numa civilização do domínio do forte sobre o frágil, o Jejum e a Abstinência sendo, sem dúvida, meios espirituais e de comunhão, são uma opção por uma humanidade integradora, libertadora, humana e em comunhão com Deus e com os irmãos”, explica D. João Lavrador, na sua mensagem para a Quaresma 2026.

O bispo da diocese católica do alto-Minho assinala que o caminho quaresmal é “autenticamente tempo de renovação pessoal, comunitária” e de edificação de uma nova humanidade, por isso, incentiva a “edificar” essa “nova humanidade pelo jejum e abstinência”, no documento publicada na página na internet.

“O Jejum e a Abstinência são meios de renovação pessoal de modo a que o cristão unifique todo o seu ser na expectativa da verdadeira comunhão de vida em Cristo. Integram-se no fortalecimento da vontade para não vacilar no difícil caminho de conversão e de renovação que conduzem a edificação do homem novo e de uma humanidade nova”, acrescentou.

A Quaresma que se inicia com a celebração de Cinzas (quarta-feira), este ano dia 18 de fevereiro, é um tempo litúrgico de 40 dias (a contagem exclui os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência; serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (5 de abril, em 2026).

O bispo de Viana do Castelo explica que este é o tempo de “renovação da vida batismal”, a Quaresma torna-se um tempo propício para “cada cristão se questionar sobre a sua condição de batizado”, discípulo de Jesus Cristo, participante ativo na comunidade cristã.

D. João Lavrador indica também que este é o tempo da “conversão à luz da Palavra de Deus”, e incentiva que em cada arciprestado, e em cada paróquia, exista um “centro de atendimento e de celebração do sacramento da Reconciliação”, que esteja identificado e seja “conhecido de todas as pessoas”.

A Diocese de Viana do Castelo foi criada pelo Papa Paulo VI, através da Constituição Apostólica “Ad Aptiorem Populi Dei”, a 3 de novembro de 1977, vai comemorar o Jubileu dos seus 50 anos em 2027, e iniciou um triénio comemorativo, no dia 26 de outubro de 2024.

Foto: Agência ECCLESIA

Segundo o responsável católico, na caminhada para este Jubileu, a diocese está empenhada em “aprofundar a exigência evangélica e do Concílio Ecuménico Vaticano II”, ao convidar cada cristão e cada comunidade cristã a “oferecerem o Evangelho ao mundo de hoje à maneira de fermento, em diálogo, sem medo e com humildade”.

Um “gesto concreto” deste novo tempo litúrgico na Igreja Católica é a renúncia quaresmal, e todos os diocesanos são chamados, “de modo generoso e fraterno, a partilharem economicamente com as necessidades dos mais marginalizados”.

D. João Lavrador informa que esta partilha em 2026 se destina a “criar um Fundo de Solidariedade diocesano”, que já foi “requerido por várias ocasiões”, para socorrerem “necessidades várias”, nas comunidades cristãs e organismos diocesanos, e “fora do contexto diocesano”, e apela à “generosidade de todos e cada um”.

A renúncia quaresmal é uma prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para finalidades especificadas pelo bispo da sua diocese.

CB/OC

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