João Paulo II exigiu a todas as partes envolvidas no conflito da Costa do Marfim que abandonem as armas e assumam o caminho do diálogo. “Desejo vivamente que o processo de reconciliação nacional prossiga e que diálogo das armas deixe lugar às armas do diálogo”, referiu o Papa neste sábado, ao receber o novo embaixador do país, Kouamé Benjamin Konan. A Costa do Marfim entrou em guerra civil no mês de Setembro de 2000, após um golpe de Estado falhado. O norte e o ocidente do país foram tomados por vários movimentos guerrilheiros, dirigidos por antigos soldados que exigiam sua reiteração no exército nacional. “A vontade de levar a bom termo o desarmamento das diferentes partes envolvidas no conflito é uma etapa importante no caminho da paz”, reconheceu João Paulo II. Actualmente o país africano ainda tem de alcançar a estabilidade política e institucional interna, apesar do acordo de Paris de Janeiro de 2003 que levou à criação de um governo de unidade nacional. A paz, esclareceu o Papa, que visitou em três ocasiões a Costa do Marfim, “manifesta a nobre aspiração de dizer sim à ordem e não à violência para que avancem juntos, pelos caminhos da concórdia e da unidade nacional, os diferentes componentes da nação”. Como é regra nos seus discurso, João Paulo II fez um claro apelo aos responsáveis religiosos e aos membros de todas as comunidades para “comprometer-se com todas as suas energias nesta tarefa essencial para a estabilidade, para o desenvolvimento e para que resplandeça a nação”.
