Vice-presidente da Conferência Episcopal abriu encontro que reúne o clero de seis dioceses
Fátima, 27 jan 2026 (Ecclesia) – O vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou hoje, no início das Jornadas do Clero das Dioceses do Centro, que a formação contínua é essencial para evitar o risco de os sacerdotes ficarem “estagnados no tempo”.
“Sem estes momentos, sem percurso formativo, corremos o risco de ficarmos estagnados no tempo, e isso não vai ajudar”, alertou D. Virgílio Antunes, na sessão de abertura do encontro que decorre em Fátima até quinta-feira.
Perante sacerdotes das dioceses de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco e Viseu, o bispo de Coimbra deixou uma palavra de “ânimo e entusiasmo”, convidando os participantes a aceitarem “de coração aberto a feliz vocação” a que foram chamados.
Subordinadas ao tema “Conversão das relações: da comunhão à missão”, as jornadas inspiram-se no Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade (2021-2024), aprovado pelo Papa Francisco.
D. Virgílio Antunes sublinhou que os ministros ordenados são “o rosto visível, quase material e físico da Igreja”, motivo pelo qual é urgente “um caminho de renovação das relações”, tanto com Deus como nas relações humanas, dentro e fora da comunidade.
“Todos precisam de dar continuidade ao processo de evangelização ou de missão, para anunciar de forma feliz a Boa Nova”, referiu o prelado, segundo nota enviada à Agência ECCLESIA, citando o “dinamismo sinodal” que marca a Igreja universal.
O programa do encontro conta com a presença de especialistas internacionais, como Dario Vitali e Alphonse Borras, peritos na dimensão sinodal, adotando a metodologia das “Conversações no Espírito” para os trabalhos de grupo.
A última tarde das jornadas será dedicada à saúde mental e ao bem-estar dos sacerdotes, abordando o tema do ‘burnout’ com a médica psiquiatra Margarida Neto e com Emilio Lavaniegos González, diretor da Residência Mosén Sol, instituição que apoia padres em dificuldade.
Os momentos de convívio noturno incluem uma animação musical a cargo do padre João Paulo Vaz, da Diocese de Coimbra, onde a música servirá de tónica para o encontro e a oração.
OC
