Encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em Ponta Delgada, juntou D. Armando Esteves Domingues e o pastor presbiteriano Carlos Rosa

Ponta Delgada, Açores, 26 jan 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra afirmou este domingo, no encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que a Cruz de Cristo funciona como um “íman” capaz de “desarmar ódios” e substituir “a máscara do medo pela máscara do amor”.
“O ecumenismo não se vive só na oração, vive-se também na vida”, declarou D. Armando Esteves Domingues, citado pelo portal diocesano ‘Igreja Açores’.
Numa celebração ecuménica realizada na Capela do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, copresidida pelo pastor Carlos Rosa, da Igreja Presbiteriana, o responsável católico desafiou os fiéis a sair para a cidade e a criar novos relacionamentos, sublinhando que “o mundo precisa de todos”.
“Se estamos aqui é porque acreditamos na força da oração e nos sentimos povo, não de uma igreja, mas de todas as igrejas”, acrescentou o bispo de Angra, destacando o “tempo novo” de amizade e proximidade que se vive entre as confissões cristãs.

O pastor Carlos Rosa centrou a sua reflexão no tema “Somos um em Cristo”, alertando para o risco de se dar mais ouvidos ao “ruído do mundo” do que ao Evangelho e pedindo um “esvaziamento das diferenças” para dar lugar à fé comum.
Evocando a conversão de São Paulo, o responsável presbiteriano lembrou que o apóstolo, mesmo na prisão, convocou as comunidades para o essencial: “Viver a presença de Deus em todos os momentos”.
A celebração contou ainda com a intervenção de Francisco Almeida Medeiros, coordenador da Comissão Diocesana para o Ecumenismo, que recordou a autoria dos materiais de oração deste ano, preparados pela Igreja da Arménia.
O responsável sublinhou que, para a primeira nação cristã da história, a unidade é “uma verdadeira questão de sobrevivência”, evocando os cristãos perseguidos que não podem viver a fé em liberdade.
OC
