Nigéria: Mais de 160 fiéis raptados em ataques a duas igrejas em Kaduna

Horas depois da libertação do padre Bobbo Paschal

Foto: FAIS

Lisboa, 20 jan 2026 (Ecclesia) – O padre Bobbo Paschal, da Diocese de Kaduna, (Nigéria) foi libertado, no dia 17 de janeiro, ao fim de dois meses de cativeiro, mas algumas horas depois “mais de 160 fiéis foram sequestrados em ataques a duas igrejas igualmente na região”

“A Nigéria é um dos países de África que mais sofre com a contínua violação da liberdade religiosa”, refere uma nota da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) à Agência ECCLESIA.

As duas igrejas foram atacadas por um “número elevado de homens armados, que cercaram os locais de culto e bloquearam as vias de acesso, obrigando os fiéis a sair à força e a refugiarem-se nas matas”.

Segundo o portal de notícias do Vaticano, “o ataque ocorreu durante cultos religiosos, e até ao momento não houve reivindicação oficial de responsabilidade nem pedido de resgate”.

Esta notícia acabou por quase fazer esquecer a libertação do padre Paschal, raptado a 17 de novembro do ano passado e que esteve 61 dias em cativeiro.

Durante o ataque à residência paroquial onde se encontrava o padre, os assaltantes assassinaram um outro sacerdote, irmão do padre Bobbo Paschal, como a Fundação AIS relatou na ocasião.

Estes casos retratam uma realidade cada vez mais comum neste país africano.

Uma investigação da Conferência Episcopal Católica da Nigéria, divulgada em dezembro do ano passado, documenta situações de rapto em pelo menos 41 das 59 dioceses e arquidioceses católicas do país.

Estes dados são consistentes com as conclusões do Relatório da Fundação AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado em outubro, e em que se identifica este país de África como um dos mais perigosos do planeta para o clero e os líderes religiosos.

LFS

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