Na quinta e na sexta missão, chefes nacionais afirmam que a experiência missionária é «das melhores coisas» do percurso académico
Lisboa, 19 jan 2026 (Ecclesia) – A Missão País 2026 está a decorrer desde meados de janeiro e até ao fim do mês de fevereiro em 75 localidades de Portugal continental e ilhas, reunindo 4300 missionários de 60 faculdades.
A edição 2026 da Missão País, que iniciou em 2003 com três estudantes da Universidade Nova de Lisboa, tem como chefes nacionais Maria Belo Braga, da Nova School of Business and Economics, que se refere ao projeto como “das melhores coisas que podia ter acontecido”, e Bernardo Carpinteiro, da Universidade Católica Portuguesa, que “quase queria entrar para a faculdade só por causa da Missão País”.
“Sempre tive a experiência dos meus irmãos que estavam na faculdade e ia acompanhando também a experiência deles, que adoravam a Missão País, e quando entrasse na faculdade não podia perder”, disse Bernardo Carpinteiro no programa Ecclesia emitido esta segunda-feira.
A participar pela sexta vez na experiência de Missão País, que acompanham o curso na Faculdade de Direito e agora em Comunicação Social, o chefe nacional recorda que quando chegou à universidade, “das primeiras coisas” que fez foi saber quando decorriam as inscrições e, desde então, foi missionário “todos os anos”.
Maria Belo Braga participa pela quinta vez na Missão País e fala de uma experiência que é, ao mesmo tempo, “diferente” e “dentro” do que estão à espera.
A semana de missão vive da sua simplicidade, que é ir ao encontro de uma localidade e estar durante uma semana a viver a vida dessa localidade em contacto com a comunidade. Isto é o que estamos à espera. O novo é porque conhecemos pessoas novas, histórias novas e aí é que começam as pequenas surpresas a surgir e é também disso que vive a missão, deste encontro com o outro”.
Cada Missão País tem a duração de uma semana, reúne 50 missionários e oito chefes, todos estudantes universitários, que se dividem em comunidades, que são “uma equipa” que realizam atividades em conjunto ao longo da missão e “podem estar na escola, num lar, nos centros de dia, porta-a-porta, a preparar o grande e famoso teatro ou então também na reabilitação de espaços”.
“A ideia é ir servir, para o que for preciso. E de alguma forma contribuir, mesmo que seja um contributo pequenino, mas de alguma forma também deixar a nossa marca”, disse Maria Belo Braga.
Cada missão tem um sacerdote a acompanhar e “há muitas missões que já têm muitos seminaristas e irmãs ou consagradas, que também já acompanham e acabam por dar uma experiência mais completa e por também dar a conhecer outras vocações durante a semana de missão”, referiu o chefe nacional.
Nós acabamos por achar que estamos a ser uns super-heróis e a transformar as pessoas, mas a verdade é que isto também nos transforma muito a nós e saímos de lá inevitavelmente diferentes e tocados também pelas histórias que vamos encontrando, pelas pequenas coisas que vamos vivendo”.
Maria Belo Braga acrescenta que os missionários partem “para ajudar” e também para “ser ajudados”, notando que “basta pouco para fazer a diferença”, tanto em localidades onde as pessoas vivem sozinhas, como na universidade, após a experiência da missão.
“As principais razões que levam as pessoas a fazer missão, e é dos principais objetivos, é a vida que criamos nas universidades, estes grupos que se criam, esta aprendizagem”, disse a chefe nacional.
Para o chefe nacional, a Missão País permite trazer “a vivência da fé para o meio da faculdade”, o que “às vezes não é tão óbvio ou é mais desconfortável” e permite encontrar “um grupo de amigos que vive esta mesma fé, partilha a mesma fé e que quer dar continuidade a isso na vida”.
| “A Paz seja convosco” é o lema da Missão País 2026 e a imagem apresenta o símbolos do projeto, a cruz, deitada, com a silhueta de uma pessoa no meio, voltada para Cristo, que está na extremidade na cruz. |
PR
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