Semana de Oração arranca hoje com materiais preparados na Arménia, sob o tema «Há um só corpo e um só Espírito»

Cidade do Vaticano, 18 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa assinalou hoje o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, apelando a todas as comunidades católicas que reforcem a oração pela “plena unidade visível” de todos os batizados.
“Convido, portanto, todas as comunidades católicas a reforçarem nestes dias a oração pela plena unidade visível de todos os cristãos”, declarou Leão XIV, desde a janela do apartamento apostólico, após a recitação do ângelus.
Perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa recordou que as origens desta iniciativa remontam há dois séculos, tendo sido muito incentivada por Leão XIII (1810-1903), no qual se inspirou para a escolha do nome, após a eleição pontifícia.
“Há exatamente cem anos, pela primeira vez, foram publicadas sugestões para o oitavário de oração pela unidade dos cristãos”, assinalou Leão XIV, evocando a dimensão histórica da celebração.
A Semana de Oração, que decorre no hemisfério norte de 18 a 25 de janeiro, tem este ano como tema ‘Há um só corpo e um só Espírito’, inspirado na Carta aos Efésios.
Os materiais de oração e reflexão foram preparados por um grupo ecuménico coordenado pelo Departamento para as Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Arménia.
O subsídio propõe aos cristãos que recorram à “herança cristã partilhada” para aprofundar a comunhão, baseando-se em tradições seculares de oração do povo arménio e em hinos dos antigos mosteiros, alguns datados do século IV.
Segundo o guião do Oitavário, a unidade é apresentada como “um mandamento divino no cerne da nossa identidade cristã, mais do que um simples ideal”.
O ‘oitavário pela unidade da Igreja’ começou a ser celebrado em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo.
O ecumenismo é o conjunto de iniciativas e atividades tendentes a favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.
As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja Copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).
OC
