Diretora técnica Eva Ferreira salienta que este género de atividades têm revelado «um impacto muito positivo ao nível do bem-estar emocional»

Braga, 13 jan 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Arquidiocesana de Braga está a desenvolver um projeto-piloto para vítimas de violência doméstica, com atividades assistidas por animais, visando promover “o bem-estar emocional, a regulação afetiva” e criar “momentos seguros e positivos”.
“Este projeto-piloto traduz o nosso compromisso com intervenções humanizadas, que colocam a pessoa no centro da intervenção”, explica a diretora técnica Eva Ferreira, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, pela Cáritas Diocesana de Braga.
A diretora técnica da Cáritas Arquidiocesana realça que as atividades assistidas por animais têm revelado “um impacto muito positivo” ao nível do bem-estar emocional, “especialmente junto de vítimas de violência doméstica”, para quem a criação de contextos seguros e de confiança “é fundamental”.
A Cáritas de Braga está a desenvolver este projeto-piloto para vítimas de violência doméstica, com atividades assistidas por animais, com o objetivo de promover o bem-estar emocional, “a regulação afetiva e a criação de momentos seguros e positivos” junto de pessoas em situação de particular vulnerabilidade
O novo projeto da Cáritas Arquidiocesana de Braga, que está a ser realizado em parceira com as associações Animal Resort e Santuário Animal, tem cinco sessões exploratórias nesta fase inicial, e as atividades “não assumem” ainda um caráter terapêutico formal.
Esta segunda-feira, a equipa desenvolveu uma sessão no Centro de Acolhimento de Emergência para vítimas de violência doméstica da Cáritas de Braga, e proporcionaram “um momento de conforto emocional e ligação afetiva entre os participantes” com o cão ‘Bono’.
“Aquilo que estamos a fazer neste momento são atividades, que permitem proporcionar um bom momento, promover o bem-estar e criar pontes para as relações humanas. Mesmo assim, já sentimos uma recetividade enorme por parte das pessoas, o que é altamente gratificante”, explicou Sílvia Sousa, psicóloga na Santuário Animal, responsável pelo desenho das sessões.
As organizações asseguram que os cães deste projeto-piloto estão preparados para este tipo de interação e participam de “forma ativa e positiva nas sessões”, segundo o fundador da Animal Resort, Hugo Durão, “muitos dos cães vieram de contextos de abandono ou de rua”, e, hoje, ajudam outras pessoas “no seu próprio processo de recuperação”, uma ligação que é “muito significativa para os beneficiários”.
A Cáritas de Braga explica ainda que as atividades assistidas por animais se inserem num quadro mais amplo dos serviços assistidos por animais, que “incluem atividades de carácter lúdico, educação assistida” e, em contextos específicos, “terapia assistida por animais”.
A instituição da Igreja Católica na Arquidiocesana de Braga está também a construir um novo Centro de Acolhimento de Emergência (CAE) para vítimas de violência doméstica, “um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros”, que deve estar concluído até ai final de agosto de 2026.
CB/OC
