Braga: Sé de Braga necessita «urgentemente» de obras de conservação e restauro

Monumento Nacional necessita de autorização do Ministério da Cultura para início dos trabalhos

Foto: Agência ECCLESIA/LFS

Braga, 12 jan 2026 (Ecclesia) – O cónego José Paulo Abreu, deão da Sé de Braga, alertou que a catedral daquela cidade necessita “urgentemente” de obras de conservação e restauro, apelando ao Ministério da Cultura que dê o aval ao início dos trabalhos, “há muito sinalizados à tutela”.

O responsável indicou que “em dias de grande pluviosidade verifica-se a entrada de água no interior da Sé, havendo já registo de infiltrações num quadro elétrico, mas  está tudo assinalado e denunciado”, lê-se no site da Arquidiocese de Braga.

Ao falar, no dia 09 deste mês, no encontro de apresentação de cumprimentos e felicitações de início de ano do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense ao Arcebispo Metropolita e bispos auxiliares, no Paço Arquiepiscopal, o cónego José Paulo Abreu, sublinhou que o problema “deve-se à degradação da cobertura da galilé, de duas capelas e de uma das torres”.

O cabido dispõe já da verba para avançar com a empreitada – cerca de um milhão de euros – no âmbito de uma candidatura apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A intervenção prevê a recuperação da cobertura das capelas da Glória e de São Geraldo, bem como do torreão da Sé, que sofreu danos significativos após ter sido atingido por um raio. Apesar da componente financeira estar assegurada, o deão lamenta a demora no processo.

“Temos tido algumas dificuldades que não são da parte do cabido, mas da própria orgânica do património nacional, com entraves e alguma lentidão na resolução das coisas”, afirmou, reconhecendo que a situação se encontra num impasse.

O cónego José Paulo Abreu manifestou o desejo de que as obras possam arrancar ainda este ano, lembrando que “existe uma recomendação de que a verba atribuída seja executada até ao final de 2026”.

O Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, destacou “a importância da conservação e restauro” de todo o edificado, mas também “a questão da exemplaridade litúrgica da catedral» e da própria Sé Primaz, a mais antiga do país, para a Arquidiocese e para a Igreja”.

“A Sé continua a marcar e a abrir perspetivas de futuro como lugar de encontro, de oração, lugar cultural, um lugar de vida”, acrescentou.

LFS

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