Nobel da Paz pediu intercessão de Leão XIV para libertação de opositores

Cidade do Vaticano, 12 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa recebeu hoje, em audiência privada, a líder da oposição venezuelana e prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, anunciou o Vaticano.
Em comunicado divulgado pelo comité político ao qual a ativista pertence, María Corina Machado adianta que agradeceu ao Papa pelo seu “acompanhamento” da situação no país e lhe pediu que “intercedesse pela libertação de mais de mil presos políticos e pelo avanço sem demora da transição para a democracia na Venezuela”.
“Transmiti-lhe também a força do povo venezuelano, que se mantém firme e em oração pela liberdade da Venezuela, e pedi-lhe que intercedesse por todos os venezuelanos que permanecem sequestrados e desaparecidos”, indicou.
A Nobel da Paz destacou a “luta espiritual” que os venezuelanos enfrentam há anos e assegurou que, “com o acompanhamento da Igreja e a pressão sem precedentes do Governo dos Estados Unidos, a derrota do mal no país está mais próxima”.
Após este encontro, a líder da oposição também conversou com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que foi núncio na Venezuela entre 2009 e 2013.

Os encontros acontecem horas depois de centenas de venezuelanos exigirem, em missas, vigílias e protestos em todo o território nacional, a “libertação dos cidadãos que permanecem sequestrados em diferentes centros de tortura e reclusão”.
O portal de notícias do Vaticano recorda a captura de Nicolas Maduro e da sua esposa Cilia Flores, durante a operação militar norte-americana que decorreu na madrugada de 3 de janeiro, em Caracas e em zonas circundantes à capital venezuelana.
Maduro encontra-se atualmente no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, nos EUA.
Política e ativista venezuelana pelos direitos humanos, María Corina Machado lidera o partido liberal “Vente Venezuela”, que se opõe ao governo de Maduro.
“A prémio Nobel é esperada em Washington para uma reunião com o presidente Donald Trump, conforme antecipado por este último”, acrescenta o ‘Vatican News’.
Na última sexta-feira, perante membros do corpo diplomático dos cinco continentes, Leão XVI pediu respeito pela vontade do povo venezuelano e soluções pacíficas.
“Renovo o apelo ao respeito pela vontade do povo venezuelano e ao empenho na defesa dos direitos humanos e civis de todos e na construção de um futuro de estabilidade e concórdia”, declarou o Papa, propondo como inspiração o exemplo dos santos venezuelanos José Gregorio Hernández e Carmen Rendiles, canonizados em outubro de 2025.
O discurso abordou crise no país na Venezuela, “na sequência dos recentes acontecimentos”.
Leão XVI sublinhou a necessidade de “construir uma sociedade baseada na justiça, na verdade, na liberdade e na fraternidade, e assim superar a grave crise que há muitos anos aflige o país”.
OC
Notícia atualizada às 16h38
Vaticano: Papa critica «diplomacia da força» e pede respeito pela «vontade do povo venezuelano»
