Leão XIV encontrou-se com representantes das entidades civis e eclesiásticas que fizeram parte da realização do Ano Santo

Cidade do Vaticano, 10 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV encontrou-se hoje, no Vaticano, com os voluntários e colaboradores do Jubileu 2025, que encerrou na terça-feira, agradecendo-lhes pela preparação e empenho nos eventos do Ano Santo.
“’Quanto bem há no mundo!’. Retomo estas palavras de Sua Excelência Monsenhor Fisichella, porque vocês são a prova disso: quanto bem há no mundo. Obrigado, muito obrigado!”, começou por dizer o pontífice, na Sala Paulo VI.
Perante cerca de 6 mil participantes na audiência, segundo o Vatican News, o Papa expressou “sincera gratidão pelo trabalho realizado, tanto nas tanto nas exigentes fases preparatórias como ao longo de todo o Ano Jubilar”, que se iniciou a 24 de dezembro de 2025, com a abertura da Porta Santa pelo Papa Francisco.
Entre os agradecimentos do Papa foram mencionados o Governo da República Italiana, a Câmara Municipal de Roma, forças de segurança, proteção civil, “numerosas associações de voluntariado”, Agência “Jubileu 2000”, bem como os representantes das dioceses e das Conferências Episcopais e os cinco mil “Voluntários do Jubileu”, de todas as idades e proveniências.
Vocês deram uma contribuição multifacetada, muitas vezes oculta, sempre exigente e cheia de responsabilidade, graças à qual mais de 30 milhões de peregrinos puderam realizar o caminho jubilar e participar nas celebrações e eventos, num clima de festa e, ao mesmo tempo, de compostura, recolhimento, ordem e organização”, realçou.
Segundo o Papa, graças à contribuição dos envolvidos, Roma “ofereceu a todos a sua face acolhedora, de comunidade aberta, jovial e, ao mesmo tempo, discreta e respeitosa, ajudando cada um a viver com fruto este grande momento de fé”.

No discurso, Leão XIV lembrou a “visita aos túmulos de Pedro e Paulo, dos outros apóstolos, dos mártires, o caminho até à Porta Santa, a experiência do perdão e da misericórdia de Deus”.
“[Estes foram] para muitas pessoas, momentos de encontro fecundo com o Senhor Jesus, em que se pôde tocar com as mãos que ‘a esperança não dececiona’, porque Ele vive e caminha em nós e connosco – nos momentos salientes da existência como na rotina de cada dia -, e porque com Ele podemos chegar ao destino”, exprimiu.
O pontífice defendeu que os colaboradores e voluntários, com o trabalho desenvolvido, ajudaram “muitos a encontrar e reencontrar a esperança e a retomar a viagem da vida com fé renovada e propósitos de caridade”.
Em especial, o Papa recordou a presença em Roma “de tantos jovens e adolescentes de todas as nações”.
Foi bonito tocar com as mãos o seu entusiasmo, ser testemunha da sua alegria, ver a seriedade com que rezaram, meditaram e celebraram, observá-los tão numerosos e diferentes entre si, mas unidos, ordenados (também graças ao vosso serviço), desejosos de se conhecerem e de viverem juntos momentos de graça, de fraternidade e de paz”, assinalou.
A capital italiana recebeu o Jubileu dos Jovens, entre 28 de julho e 3 de agosto em Roma, no qual participaram mais de 11 mil portugueses.
O Papa convidou a refletir sobre o que os mais novos mostraram, realçando que todos, em vários níveis são “responsáveis pelo futuro deles, no qual está o futuro do mundo”.
“Perguntemo-nos então, à luz do que vimos: do que eles realmente precisam? O que os ajuda realmente a amadurecer e a dar o melhor de si? Onde podem encontrar respostas verdadeiras para as perguntas mais profundas que levam no coração?”, desafiou.
Segundo Leão XIV, “os jovens precisam de modelos saudáveis, que os orientem para o bem, para o amor, para a santidade”, como “mostraram as figuras de São Carlo Acutis e São Pier Giorgio Frassati, canonizados em setembro passado”.
“Tenhamos diante de nós os seus olhos límpidos e vivos, cheios de energia e, ao mesmo tempo, tão frágeis: eles podem ser-nos de grande ajuda para discernir com sabedoria e prudência nas graves responsabilidades que nos esperam em relação a eles”, pediu.
No final do discurso, o Papa recordou a bula que anunciou o início das celebrações do Ano Santo, citando as palavras do antecessor: “Deixemo-nos atrair desde já pela esperança e permitamos que, através de nós, ela se torne contagiante para todos aqueles que a desejam. Que a nossa vida lhes diga: «Espera no Senhor, sê forte, fortalece o teu coração e espera no Senhor”.
“Que este seja o mandato que levamos connosco como continuação fecunda do trabalho realizado, para que as muitas sementes do bem que, também graças à vossa ajuda, o Senhor, nos últimos meses, colocou em tantos corações, possam crescer e desenvolver-se”, apelou.
No final da audiência, o Papa passou aos cumprimentos, oferecendo a cada um, “como pequeno sinal de gratidão, o Crucifixo do Jubileu: uma miniatura da cruz com o Cristo glorioso que acompanhou os peregrinos”.
“Que ele vos sirva de recordação desta experiência de colaboração. E então vos abençoo e desejo-vos tudo de bom para este novo ano. Obrigado!”, concluiu.
LJ


