O presidente da CPT (Comissão Pastoral da Terra) no Brasil, D. Tomás Balduíno, afirmou ontem temer uma “reacção em cadeia” de acções violentas contra a actuação de religiosos e missionários na defesa dos interesses indígenas, numa referência aos missionários da Consolata que são mantidos como reféns. “Houve violência contra uma missão de padres em Boa Vista. Se essa reacção se repercutir em Suya-Missu e se abrir a outras áreas, começará uma reacção em cadeia que vai acabar por paralisar a política do governo para os indígenas se não houver uma decisão mais enérgica”, afirmou. D. Tomás esteve em São Félix do Araguaia nos últimos dias para manifestar solidariedade ao bispo local, Pedro Casaldáliga, que vem sofrendo ameaças de morte por apoiar os “xavantes”. “Não se trata apenas de prestar solidariedade a um missionário que está a dar o seu apoio aos povos indígenas, mas de respeitar um grupo indígena que se desloca para as matas originais onde vivia há40 anos atrás. Aquela área é da União e está a ser manipulada pelos políticos e grandes proprietários”, vincou o presidente da CPT. Para saber mais • Três missionários feitos reféns no Brasil • Sequestro de missionários em Roraima • Lula da Silva abandonou os índios de Roraima
