Biblista franciscano encerrou ciclo de rubricas em que falou da Esperança a partir dos textos bíblicos
Lisboa, 02 jan 2026 (Ecclesia) – O padre João Lourenço, biblista e antigo diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) encerrou hoje o ciclo de reflexões que acompanhou o ano santo dedicado à esperança.
No enquadramento, de um ano marcado por mudanças no governo da Igreja e por conflitos que persistem, olhar a esperança na perspetiva crente implica olhar a Palavra de Deus que deve “inspirar os crentes a olhar a vida de forma mais positiva” acrescentando que importa “vencer os desânimos, desilusões e dos fracassos” no seu entender ainda muito presente na nossa sociedade.
O tema da Esperança que enquadrou o Jubileu, foi uma constante no programa ECCLESIA em cada sexta-feira, na RTP2, onde o biblista fazia a análise dos textos bíblicos retirando deles, as notas de esperança, com que marcava a sua intervenção.
O padre João Lourenço reconhece que “habitamos uma sociedade mais marcada pelo que vai acontecendo do que na possibilidade de construir a partir daquilo que vai para lá do acontecido”.
No seu entender, o alcance da esperança é quando se cria “uma dinâmica nova a partir do que acontece”.
O ex-professor da UCP afirmou que, nestas rubricas, tentou sempre evitar a dinâmica do discurso e antes apostar “uma partilha que parte de si na comunhão com o outro”.
Com a Solenidade da Epifania a anteceder em dois dias, o encerramento da última Porta Santa Jubilar, na Basílica de S. Pedro, o padre João Lourenço sublinhou, no programa, a narrativa de Mateus que acentua a “universalidade da manifestação do Salvador e que é evidenciada no episódio dos magos”.
O sacerdote franciscano destaca nesta passagem do Evangelho o facto dos magos terem regressado aos seus países “por outros caminhos”: “Não já o caminho do nacionalismo que vê as respostas no judaísmo da época, mas caminhos que são a verdadeira descoberta que Cristo propõe aos homens” refere.
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