Angra: Santuário de Nossa Senhora da Paz celebra um ano de missão

Reitor do Santuário afirmou que local se tornou «referencia espiritual» e pediu que paz seja construção paciente e quotidiana

Foto: Igreja Açores

Vila Franca do Campo, São Miguel, 02 jan 2026 (Ecclesia) – O Santuário de Nossa Senhora da Paz, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, assinalou um ano da sua criação e o responsável indicou serem as pessoas “o lugar sagrado” daquele espaço.

“Não são as paredes que tornam este lugar sagrado; são as pessoas”, afirmou o padre José Borges, reitor deste Santuário, citado pelo portal Igreja Açores.

“Temos, neste lugar, a possibilidade de fazer parte de algo maior que nós, mas isto, este santuário, não existe sem nós, sem a nossa presença…são as pessoas o tesouro da fé cristã; são os peregrinos e as peregrinas que são o verdadeiro milagre neste lugar” acrescentou.

A celebração, que contou com a presença da equipa sacerdotal e de um coro de toda a ouvidoria, foi marcada pela gratidão.

O Santuário foi visitado por “mais de seis mil visitantes” e o responsável apontou a referência espiritual que o lugar adquiriu para muitos fiéis, com a chegada de “centenas de mensagens com pedidos de oração, sobretudo pela saúde, vindas de emigrantes, doentes, e pessoas privadas de liberdade, que olham para este espaço como um lugar de esperança e comunhão”, assinala o portal da diocese de Angra.

O responsável reconheceu o aniversário como a afirmação de uma missão que o local tem e convidou os presentes a assumir essa tarefa de levar a paz que ali se vive ao mundo.

Na celebração, que decorreu no dia 1 de janeiro, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, o padre José Borges destacou a paz como um caminho paciente e quotidiano, lembrando a importância da escuta.

“A paciência connosco chama-se esperança; a paciência com os outros chama-se caridade”, assinalou.

O responsável indicou ainda a paz não como uma ausência da guerra mas como uma “opção que exige compromisso”.

“Nós e o mundo precisamos de paz como de pão para a boca”, sublinhou.

LS

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