Santarém: D. José Traquina identifica regressão da civilização e diz que é necessário falar de paz

Apelo do Bispo de Santarém no Dia Mundial da Paz

Foto Diocese de Santarém

Santarém, 02 jan 2026 (Ecclesia) – D. José Traquina identificou, na eucaristia da Solenidade de Santa Maria, “tempos preocupantes de conflitos e guerras”, com origem em “complexos de superioridade, ideias velhas de imperialismo, desejo insaciável de mais poder”.

Tendo no horizonte a mensagem do Papa para o 58º Dia Mundial da Paz, o bispo de Santarém constatou, na homilia enviada à Agência ECCLESIA, perante os exemplos generalizados de guerra, uma “regressão da civilização” que, apesar de acompanhada por “muita ciência e tecnologia” nada tem a ver com a “vocação nobre” de ser pessoa humana em sociedade.

Perante esta realidade, o responsável afirmou ser  necessário “falar de paz”, convidando todos a acolher esta paz e a tornar-se testemunhas dela, mas, “sem incorrer no engano de que, para obter a paz, é preciso se preparar para a guerra”.

Com a Igreja Católica a viver ainda o tempo litúrgico do Natal, o Bispo de Santarém lembrou que “valorizando o nascimento do Salvador”, cada pessoa é “convidado a edificar um tempo novo”.

Foto Diocese de Santarém

Na homilia eucarística da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, D. José recordou ainda o Cinquentenário da criação da Diocese, que se concluiu, fazendo votos de que o novo ano civil possa corresponder a “um tempo de graça e de desejável entusiasmo apostólico”.

D. José pediu “sentido de missão” que passe também pelo acolhimento dos cristãos migrantes estrangeiros que, “em número significativo”, já frequentam as celebrações eucarísticas na diocese.

O primeiro Dia Mundial da Paz, foi assinalado no dia 1 de janeiro de 1968 por iniciativa do Papa São Paulo VI.

HM/LS

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