Viseu: Bispo apela à rejeição da indiferença perante «sofrimento de povos inteiros» em guerra

D. António Luciano presidiu à Eucaristia na catedral, no primeiro dia do ano, assinalando Dia Mundial da Paz e solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 01 jan 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu apelou hoje, Dia Mundial da Paz, à rejeição da indiferença perante populações afetadas pela guerra, na Missa a que presidiu na catedral da cidade.

“Não podemos ficar indiferentes àqueles que ainda não conhecem a paz. Não podemos compactuar com o sofrimento de povos inteiros, nem fechar os olhos às realidades onde a guerra, a injustiça e a exclusão continuam a ferir, a matar e a destruir bens fundamentais”, afirmou D. António Luciano, na homilia citada pelo site da diocese.

Lembrando a mensagem do Papa Leão XIV para esta data, o bispo diocesano sublinhou que “a paz se concretiza através de palavras, de gestos simples e atitudes concretas de proximidade, cuidando do próximo à maneira de Jesus”.

Na solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus, D. António Luciano evocou esta figura “como um sinal de luz e de esperança para a humanidade marcada por tantas dores, dúvidas, incertezas, fragilidades e inseguranças causadas pelo pecado e pelas guerras”.

“No íntimo do nosso ser, dentro do nosso coração, devemos cultivar amor, pois onde há amor não há lugar para a guerra, para o ódio e para a discriminação”, referiu.

O bispo de Viseu assinalou a necessidade de um “mundo mais empático, acolhedor e fraterno”, como ensina Maria, “que cuidou do seu Filho” e continua a cuidar de cada um, que ainda peregrina na terra.

Foto: Diocese de Viseu

“Hoje somos convidados a viver a nossa fé, centrada em Deus que abençoa o seu povo na paz, e em Maria, a nova Eva, que nos acompanha com ternura e carinho, neste vale de lágrimas. Intercedendo por nós, junto do seu Filho, ensina-nos que a paz é um dom de Deus e um esforço de cada um”, mencionou.

Evocando o Jubileu 2025, que se encerrou no passado domingo a nível diocesano, D. António Luciano convidou a assembleia presente a abraçar os desafios e apontou para a missão de continuarem a ser “peregrinos da esperança e da mudança, num mundo que anseia pela luz de Cristo, a única capaz de acabar com as trevas”.

O bispo diocesano terminou a homilia a desejar a todos um próspero Ano Novo 2026, cheio das maiores bênçãos e graças de Deus e pediu, por intercessão da Santa Mãe de Deus e Rainha da Paz, “um grande empenhamento de todos os batizados na construção da paz, do diálogo e da comunhão nas suas comunidades e na sociedade”.

Instituído, em 1968, pelo Papa São Paulo VI (1897-1978), o Dia Mundial da Paz é celebrado no primeiro dia do novo ano.

‘Rumo a uma paz desarmada e desarmante’ é o tema da mensagem do Papa para esta data, na qual Leão XIV rejeita a instrumentalização da religião para justificar a guerra, denuncia o aumento das despesas militares e alerta para o perigo da inteligência artificial nos conflitos armados e pede reforço das instituições internacionais e da diplomacia.

LJ

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