Falhou a primeira tentativa de libertação dos missionários feitos reféns em Roraima

Continuam em poder dos raptores os três missionários da Consolata feitos reféns anteontem por grupos ligados aos fazendeiros da zona da Raposa-Serra do Sol, uma área indígena no Norte do Brasil que faz fronteira com a Venezuela. O anunciado acordo de libertação dos padres Ronildo França e César Avellaneda e do irmão João Carlos Martinez, prevista para ontem à tarde, depois da intervenção da polícia e do embaixador de Espanha em Brasília, não chegou a bom termo. Os missionários estão retidos numa pequena aldeia, Contão, situada no interior do território da Raposa-Serra do Sol, estado de Roraima. O padre Mário Campos, português, que também trabalhava na missão, seria um dos alvos dos raptores, mas não estava na missão na noite da invasão. Juliana Cavalheiro, delegada da polícia, tinha negociado a entrega dos missionários, mas o falhanço das negociações ainda não foi esclarecido. Esta é uma das mais violentas manifestações de protesto contra o anúncio da próxima homologação da Raposa, efectuado no passado dia 23 de Dezembro. A destruição da missão preocupa o Pe. António Fernandes, português, Provincial dos missionários da Consolata em Roraima. As notícias que chegam da invasão concretizada por um grupo de mais de 200 pessoas – entre as quais muitos indígenas manipulados pelos proprietários de arrozais – dizem que as instalações ficaram completamente destruídas: computadores, portas e janelas, móveis, tudo terá sido danificado. De acordo com os missionários, há rumores de que os próximos passos seriam a ocupação da catedral e a sede do Conselho Indígena de Roraima, uma instituição da Igreja de apoio aos indígenas. Para saber mais • Três missionários feitos reféns no Brasil • Sequestro de missionários em Roraima • Lula da Silva abandonou os índios de Roraima

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