Celebrações foram presididas por dois pontífices pela primeira vez em 250 anos

Cidade do Vaticano, 05 jan 2026 (Ecclesia) – O Jubileu de 2025 encerrou um ciclo histórico para a Igreja Católica, marcado pela transição entre o Papa Francisco e o seu sucessor, Leão XIV, unindo milhões de peregrinos em Roma sob o signo da esperança.
O Ano Santo teve início a 24 de dezembro de 2024, quando Francisco abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro, definindo o tom da celebração: “A esperança não está morta, a esperança está viva e envolve a nossa vida para sempre”.
Num gesto inédito na história dos jubileus, o Papa argentino abriu também uma Porta Santa na prisão de Rebibbia, em Roma, apelando à abertura de “corações fechados e duros”.
Já sob o pontificado de Leão XIV, um dos momentos mais marcantes do ano foi o Jubileu dos Jovens, que fez regressar a multidão à esplanada de Tor Vergata, 25 anos depois da histórica jornada com João Paulo II.
Naquele que foi o seu primeiro grande encontro com a juventude global, o novo Papa pediu aos peregrinos que fossem “sinais de esperança” e rejeitassem a lógica do consumismo.
“Comprar, acumular, consumir não basta”, alertou Leão XIV, convidando os jovens a unir a sua voz pela “paz no mundo”.
O calendário jubilar inovou ao dedicar, pela primeira vez, um evento exclusivo ao setor da Justiça.
O Papa defendeu que “sem justiça não se pode administrar o Estado”, alertando para as condições desumanas em muitos países.
A dimensão social do pontificado ficou patente no Jubileu dos Migrantes e do Mundo Missionário, onde Leão XIV declarou o início de uma “nova era missionária”, em que as fronteiras já não são geográficas, mas humanas, marcadas pelo acolhimento a quem foge da violência.
Também os reclusos tiveram o seu espaço, com o Papa a pedir “formas de amnistia” e uma segunda oportunidade para quem errou, lembrando que o Jubileu é, biblicamente, um tempo de “recomeçar”.
O ano ficou marcado pela celebração ecuménica dos “Novos Mártires”, pessoas da Igreja Católica e outras confissões cristãs que deram a vida pela fé, no século XXI.
A ligação a Portugal destacou-se no Jubileu da Espiritualidade Mariana, com a imagem da Capelinha das Aparições de Fátima a viajar até ao Vaticano.
O Jubileu contou com dezenas de grandes eventos, dedicados às várias dimensões da vida eclesial e da sociedade, chegando ao fim no próximo dia 6, com o encerramento da Porta Santa.
OC
