Advento: O bispo madeirense, D. Rui Gouveia, celebra Missa do Parto em Alfragide
Lisboa, 11 dez 2025 (Ecclesia) – O bispo auxiliar de Lisboa, D. Rui Gouveia, que é natural da Ilha da Madeira, vai presidir, dia 13 deste mês, pelas 06h30, em Alfragide, à Missa do Parto, uma tradição madeirense que invoca, nos dias que antecedem o Natal, “o bom parto da Virgem Maria”.
“Tradicionalmente realizada antes do nascer do Sol, a Missa do Parto é considerada um dos maiores símbolos culturais madeirenses e foi trazida para Alfragide, em 2014, pelo então pároco, padre Nélio Tomás, antigo sacerdote dehoniano natural do Porto da Cruz, no concelho de Machico, na Ilha da Madeira, falecido em 2021”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
Este momento celebrativo vai decorrer na Igreja da Divina Misericórdia, em Alfragide, junto ao Estado-Maior da Força Aérea, e vai ser presidido por D. Rui Gouveia, filho de uma família originária de Santana, na Ilha da Madeira.
“A Missa do Parto, regressa a Alfragide para mais uma edição cheia de alegria, convívio e espírito comunitário. A celebração reúne madeirenses, portossantenses, descendentes e todos os que desejam conhecer e viver esta manifestação cultural única”, refere a organização.
As Missas do Parto são uma tradição madeirense que nasceu nos séculos XV e XVI, “profundamente ligada ao quotidiano das comunidades rurais, e que hoje ultrapassa fronteiras religiosas para se afirmar como uma expressão viva de património imaterial”, explica a nota.
“Foi acolhida há mais de uma década pela comunidade de Alfragide, por impulso de um grupo de católicos madeirenses e do saudoso padre Nélio Tomás, que durante vários anos foi pároco dessa comunidade”, lembra o comunicado.
A Missa do Parto em Alfragide “preserva a essência da tradição original: junta cânticos próprios, a igreja é ornamentada com bordado Madeira, a tradicional lapinha e termina em procissão para o adro, entoando o cântico ‘Virgem do Parto, ó Maria…’, em ambiente festivo que caracteriza esta celebração”, destaca ainda o texto.
Após a celebração litúrgica, segue-se um momento de convívio aberto à comunidade, com gastronomia típica da ilha e música inspirada nas suas tradições.
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