Vivências natalícias no espaço militar

Com o aproximar do nascimento do Menino , as capelanias de vários quartéis militares apelam à vivência da quadra natalícia nestes espaços. Se a construção de presépios, teve uma “participação em massa dos militares”, as acções de sensibilização também fazem parte do quotidiano destas comunidades de camuflados. O Pe. Luis Morouço, capelão militar na Escola Prática de Engenharia, em Tancos, disse à Agência ECCLESIA que nas diversas unidades militares na Região Militar Sul “estamos a fazer acções de formação sobre a especificidade do Advento e as características do Natal cristão”. Para além destas iniciativas, os capelães militares estão a realizar “celebrações penitenciais e eucarísticas neste tempo de preparação para o nascimento do Salvador”. Tempo de festa, onde a capelania destas unidades militares incentiva para a vivência do Natal. E cita exemplos: “na minha unidade há concursos de presépios”. Dois tipos de presépio: os pequenos (cerca de 10) construídos nas “companhias, bar ou messe” e que joga “com as figuras de barro, musgo e árvore de Natal (desbastes cirúrgicos nos nossos pinhais)” e “os de caracter monumental, que ocupam uma área vastíssima” – referiu o Pe. Luis Morouço. Construções que jogam com “especificidades” dos trabalhos diários das companhias – “cordas, nós, amarrações, bidons, pneus, peças mecânicas, arame farpado e redes camuflados”. Construções da família militar com o intuito “de vivermos melhor esta data” mas “nunca se repetem”. E avança: “isto é uma regra sagrada”. Se existir imitações “levam pontuação zero no concurso”. Os itens fundamentais desta avaliação colocam em destaque “o empenho, originalidade e o respeito pela espiritualidade”. Se aparecer no presépio elementos estranhos, o júri “dá uma qualificação baixa”. O Campo Militar de Santa Margarida, com uma dúzia de unidades, leva “muito a sério esta iniciativa” e “tem inspirado as unidades mais próximas”. Neste campo militar, o concurso de presépios “é uma coisa sagrada e que mexe com o comando”. As construções são colocadas “junto à porta de armas para que os visitantes os possam visualizar”. O expoente “máximo” do empenho – frisou o capelão Luis Morouço. Esta iniciativa não deixa que o Natal passe despercebido mas as capelanias também realizam “acções formativas que recordam a história e a espiritualidade do Natal”. Não são aulas de catequese mas de “perspectiva histórica e interpretação de sinais”. Sintomas que mostram que o Natal é vivido nestes espaços militares sem esquecer “as missa festivas”. No dia 24 de Dezembro, sublinha este capelão, “há muitas unidades que têm Missa do Galo e muitos de nós passamos a noite, ou parte dela, junto ao pessoal que está de serviço”. A ceia de Natal, com a participação dos comandantes ou segundos comandantes, é sempre “guarnecida com elementos natalícios” onde não falta “o bacalhau, couves e batalhas”. Uma refeição melhorada mas “não esquecemos os que estão em pior situação que nós”. E dá um exemplo: “acções de solidariedade para comunidades mais fragilizadas”. Este ano, as recolhas de donativos naquele quartel serviu para comprar electrodomésticos destinados “às vitimas dos incêndios na zona da Chamusca” – finalizou o Pe. Morouço.

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