A solidariedade é o maior desafio para a sociedade de hoje, submersa nas leis de um “capitalismo selvagem”. As palavras de João Paulo II, esta manhã no Vaticano, ressoam como um grande alerta contra os riscos da divinização das leis do mercado e da globalização. “No mundo de hoje não basta limitar-se às leis do mercado e à sua globalização, é preciso promover a solidariedade, evitando que os males resultantes de um capitalismo que antepõe o lucro ao indivíduo”, advertiu o Papa ao receber o novo embaixador da República Dominicana. O discurso de João Paulo II chamou a atenção para as injustiças que o sistema capitalista tem provocado nas populações e assegurou que “um modelo de desenvolvimento que não tenha em conta e ataque com energia essas injustiças não poderá prosperar de modo algum”. A missão da Igreja, nesse sentido, é a de “recordar, defender e consolidar os verdadeiros valores éticos, espirituais e transcendentes, mormente num momento em que causas internas e externas provocaram a deterioração e a quebra da qualidade de vida das populações”, concluiu o Papa.
