A “Obra da Rua” foi distinguida, dia 10 de Dezembro, pela Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados com o Prémio Bastonário Ângelo de Almeida Ribeiro, do ano 2003. Um apoio ao “estatuto da Obra da Rua – uma casa de família para os sem família – porque neste momento somos postos em causa pela Segurança Social” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Acílio Fernandes, actual responsável pela Casa do Gaiato. A questão não está relacionada com problemas financeiros porque “a Segurança Social não nos dá dinheiro nenhum”. E avança: “a Segurança Social é uma ditadura sobre todos os menores que não têm família”. Os menores sem família “são pertença do Estado” e este julga-se no “direito de vir à casa do Gaiato e interrogar, um por um, e saber o que se passa com todos” – refere o Pe. Acílio Fernandes que adianta: “nós estamos debaixo de uma inspecção desde Novembro”. Perante este cenário, este responsável da Casa do Gaiato denuncia: “é uma violação do Direito Constitucional aquilo que nos estão a fazer”. A Ordem dos Advogados “tendo conhecimento desta situação resolveu levantar o seu bastão” e oferecer o prémio, no valor de 3 mil Euros, a esta instituição. Reconheceu o valor da Obra da Rua e que “ajudamos aqueles que não têm família”. Situações incríveis – lamenta o Pe. Acílio Fernandes – que dá o exemplo de “uma inspectora perguntar aos miúdos tudo o que entender, inclusivamente sobre a Casa Pia”. Segundo o responsável da Casa do Gaiato, com estes interrogatórios “estão a insinuar que temos esses problemas”. A actuação do Ministério da Segurança Social “não é justa. É uma devassa da nossa vida privada” – concluiu.
