A Igreja Católica e o Irão assumiram um compromisso comum na busca de caminhos para o diálogo que evitem a violência e o terrorismo. O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso publicou ontem as conclusões de um encontro entre a delegação da Santa Sé, presidida pelo arcebispo Michael Fitzgerald, e outra da República Islâmica do Irão, liderada pelo ayatollah Maghmud Mohamadi Araghi, presidente da Organização para a Cultura e a Comunicação Islâmica. “A experiência de diálogo aberto, respeitoso e produtivo que caracterizou a conversa confirmou entre os participantes a convicção de sua utilidade e actualidade para uma melhoria das relações entre as duas religiões e para uma maior contribuição e consolidação da paz no mundo”, informou o organismo do Vaticano para as relações com outras religiões. Segundo o comunicado, as duas delegações manifestaram uma reflexão comum sobre “a verdade, a justiça, o amor e a liberdade, os pilares da paz”. Os membros das duas delegações, que foram recebidos pelo Papa, agradeceram a João Paulo II o seu “incansável” compromisso com a justiça e a paz no mundo e a promoção do diálogo entre muçulmanos e cristãos. Nessa audiência o Papa vincou que o nome de Deus jamais poderia ser utilizado para “incitar a violência ou o terrorismo, nem para promover ódio e exclusão”.
