Igreja Católica pede uma resposta integral ao desafio da SIDA

Dia Mundial de luta contra a doença não foi ignorado João Paulo II alentou os fiéis, na véspera do Dia Mundial de luta contra a SIDA, a oferecer o seu indispensável serviço de assistência às pessoas afectadas pelo vírus do HIV. O Papa constatou ainda que as campanhas para evitar a expansão desta enfermidade continuam a mostrar-se ineficazes: «infelizmente (a SIDA) está ainda em forte crescimento, especialmente nos países mais pobres». «Enquanto rezo por aqueles que foram afectados por este flagelo, alento todos na Igreja a que desempenham um estimável serviço de acolhimento, atenção e acompanhamento espiritual em favor destes irmãos e irmãs», assegurou. Por sua parte o “ministro da saúde do Vaticano”, cardeal Javier Lozano Barragán, assinalou o Dia Mundial de luta contra a SIDA para lançar um apelo ao mundo para “esta epidemia a partir de uma perspectiva integral, evitando o reducionismo do mal chamado “sexo seguro”. Na mensagem que D. Barragán enviou em nome da Igreja católica às organizações e instituições internacionais e agências católicas comprometidas na luta contra a SIDA o prelado deixa “uma mensagem de amor e de esperança para as famílias e as pessoas afectadas por este terrível mal”. O cardeal mexicano exorta também, em nome do Papa a procura “novas vias e meios idóneos capazes de conduzir às pessoas e em particular aos jovens a adoptar comportamentos e costumes de vida conformes aos autênticos valores da vida e do amor”. Após lembras que no final de 2002, segundo as estatísticas oficiais, 42 milhões de pessoas tinham AIDS, dos quais 19,2 milhões são mulheres e 3,2 milhões crianças menores de 15 anos, o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde escreve que “o compromisso e a acção da Igreja nos diversos continentes visam a prevenção, educação e a assistência dos doentes e dos familiares”. “Se as principais causas da doença são o pansexualismo e a toxicodependência, os condicionamentos são a pobreza, a urbanização, a desocupação, a mobilidade, as migrações”, diz a mensagem. O documento convida a comunidade internacional, os governos e a Igreja em particular a: “promover campanhas de sensibilização e de educação da população; encarregar-se das necessidades dos órfãos; comprometer-se com a globalização do bem comum da saúde; evitar qualquer forma de exclusão ou discriminação das pessoas seropositivos e facilitar aos doentes o acesso aos medicamentos genéricos”.

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