O presidente da delegação portuguesa no V Congresso Mundial sobre a Pastoral dos Migrantes e Refugiados refere que muitos problemas estão em cima da mesa, nomeadamente o aumento do fluxo da imigração na Europa, uma área em que a Igreja Católica tem um papel fundamental. Para D. Januário Torgal Ferreira, presidente da Comissão Episcopal das Migrações, “a Igreja tem que levantar a voz num diálogo leal e generoso perante situações afrontadoras da dignidade da pessoa, de crianças que são violadas, de crianças que são roubadas, de mulheres que são atiradas para a prostituição”. O encontro convocado pelo Vaticano iniciou-se na segunda-feira, com quase 300 participantes de 99 países, para reflectir até dia 22 sobre o tema “Recomeçar a partir de Cristo. Para uma pastoral renovada dos emigrantes e refugiados”. Nestes primeiros dias o destaque foi para a intervenção de Gabriela Rodríguez, que trabalha nas Nações Unidas, sobre os Direitos Humanos dos Emigrantes. Referindo-se à “actual situação das migrações internacionais”, Rodríguez indicou que os meios de comunicação “têm oferecido uma visão deformada dos efeitos das migrações, produzindo reacções não favoráveis na relação com os imigrantes”. Após lembrar os perigos que as pessoas obrigadas a emigrar devem enfrentar, desde “o tráfico ilícito de seres humanos, às exploração sexual de mulheres e crianças, ao trabalho forçado”, Rodríguez indicou que é fundamental “promover o uso de mecanismos de informação e de denúncia; sensibilizar os meios de comunicação para eliminar o uso de estereótipos racistas e xenófobos”. O Cardeal Theodore McCarrick, Arcebispo de Washington proferiu uma conferência sobre os refugiados, afirmando que “a Igreja deve defender e dar testemunho da fraternidade comum. A situação actual no mundo tem mostrado a triste realidade de milhões de pessoas que perderam o direito de ficar na sua própria casa, ou a oportunidade de exercer esse direito”. Notícias relacionadas • Igreja portuguesa no V Congresso Mundial da Pastoral dos Migrante e Refugiados
