Imprensa Cristã quer mais apoio do Estado

V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã destaca vocação de «serviço público» Os participantes do V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã, pediram ao Estado que apoie as publicações desta área, consideradas um “inequívoco serviço público”. “Como prestadora de um inequívoco serviço público, concretizado na preservação da cultura portuguesa e da identidade nacional, a Imprensa de Inspiração Cristã, merece o apoio do Estado, indispensável num tempo de globalização que leva a concentrar o poder dos “média” nas mãos de alguns empresários que têm cada vez mais interesses no sector”, pode ler-se no comunicado final do encontro, enviado à Agência ECCLESIA. D. Jorge Ortiga, Bispo de Braga e anfitrião do encontro, deu o seu apoio a esta pretensão, afirmando que os meios de comunicação de inspiração cristã “prestam um serviço à cultura, à economia e à identidade nacional, pelo que deveriam merecer o apoio do Estado”. “Num país que tem um dos índices de leitura dos jornais mais baixos da Europa, os participantes do V Congresso da AIC, exigem do Governo apoio à promoção da leitura dos jornais e à difusão da Imprensa, e reclamam o cumprimento dos preceitos legais relativos à distribuição da publicidade institucional”, acrescentaram os participantes. “Estamos à espera da nova legislação que irá fazer uma nova classificação dos títulos. Até lá, aquilo que importa é que sejamos uma imprensa verdadeiramente cristã, com conteúdos de esperança e lendo os sinais dos tempos”, revela à Agência ECCLESIA Salvador Santos, presidente da AIC. “O Estado tem um papel insubstituível na criação de condições mínimas que garantam a existência de uma Imprensa que fomente os equilíbrios sociais, necessários para a construção de uma sociedade moderna e que actua com base em valores sólidos e reconhecidos universalmente”, referia o texto conclusivo do Congresso. O V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã decorreu de 13 a 15 de Novembro de 2003, por ocasião do 10.° aniversário da AIC, para reflectir sobre o tema “Imprensa de Inspiração Cristã, Realidade ou Utopia?”. Um dos desafios assumidos nesta reunião de responsáveis foi o da procura de novos leitores. “Estou convicto de que a nossa imprensa é imprescindível no país, mas também há a certeza de que há coisas a melhorar porque os nossos leitores habituais vão passando e é preciso conquistar novos públicos”, explica à Agência ECCLESIA o presidente da AIC. “A nossa preocupação é fazer com que os nossos títulos sejam apetecíveis aos leitores”, acrescenta Salvador Santos. Os participantes no encontro destacaram ainda a prioridade que a Imprensa de Inspiração Cristã atribui à pessoa humana, “reassumindo o compromisso de informar com objectividade, realçando os aspectos positivos que contribui para uma sociedade nova, numa linha de esperança.” “A Imprensa de Inspiração Cristã quer ser, principalmente e cada vez mais, a voz dos mais simples e dos mais esquecidos, reflectindo os reais problemas, ansiedades e interrogações das comunidades que servem, mantendo ao mesmo tempo uma forte ligação aos emigrantes e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s)”, lê-se no documento final. Segundo o presidente da AIC, a imprensa de inspiração cristã edita semanalmente um milhão e 200 mil exemplares, pelo que o trabalho executado “é válido, ainda que o “feed-back” não seja instantâneo”. Para Salvador Santos, “este é um número que nos alegra e é também uma responsabilidade, porque somos interpelados pela quantidade de pessoas que esperam uma mensagem de optimismo das nossas publicações, pelos jovens que esperam resposta às suas inquietações”. Nesse sentido vai a aposta assumida em apostar “na urgência de avançar na modernização tecnológica, na formação profissional permanente e na renovação de conteúdos, como forma de acompanhar o desenvolvimento do sector”. Ver também • Conclusões do V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã

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