O Bispo do Algarve, D. Manuel Madureira Dias e o seu Bispo Auxiliar, D. Manuel Neto Quintas, realizaram a Visita Pastoral às paróquias da Luz de Tavira e Santo Estêvão e à comunidade de Santa Luzia, de 25 de Outubro a 1 de Novembro. Em declarações ao Jornal Folha do Domingo, D. Manuel Neto Quintas adiantou que, como em outras Visitas Pastorais, a presença do Bispo serviu, acima de tudo, para “animar as pessoas, fortalecê-las na fé e encorajá-las face às dificuldades, quer da vivência, quer do testemunho dessa mesma fé”. “Procurámos fazer isso, a diferentes níveis, valorizando também muito o serviço que prestam à comunidade, desde os serviços mais simples, àqueles que estão em primeiro plano” – acrescentou o Bispo Auxiliar do Algarve. A Visita, iniciada ao sábado para poder possibilitar mais um dia de contacto com as crianças da catequese, permitiu sobretudo um conhecimento mais efectivo da realidade escolar daquelas localidades, bem como da terceira idade. Foram visitadas pelos dois Bispos todas as escolas do 1º ciclo, onde foram recebidos sempre em ambiente festivo. Houve igualmente espaço para o encontro com os mais idosos. Os encontros nos salões das Juntas de Freguesia de Santo Estêvão e da Luz de Tavira, assim como o encontro no salão junto à capela do Livramento, a visita ao Lar de Amaro Gonçalves e ao grupo de idosos e doentes do Sítio da Palmeira, constituíram, juntamente com as visitas domiciliárias, dos mais significativos momentos desta Visita. “Estes encontros – esclareceu D. Manuel Quintas – consistiram em falar com as pessoas, atendendo à situação limitada de saúde em que se encontram, valorizando ao mesmo tempo, a sua fé, a sua oração, a sua comunhão com a Igreja paroquial e com a Igreja diocesana”. “Procurámos que soubessem que precisamos da sua oração e apreciamos o testemunho da sua fé” – completou o prelado. Um dos objectivos definidos para esta segunda ronda de Visitas Pastorais é a sensibilização para o património que as paróquias administram. D. Manuel Quintas garante que “é um trabalho que se está a iniciar e que, durante a visita, se procura incrementar mais, apoiando e estimulando”. “Vê-se a urgência e a necessidade de proceder a esta inventariação. Em muitas paróquias esse trabalho ainda não tinha sido começado ou existia de modo rudimentar, nada estruturado. É um passo importante no sentido de toda a comunidade tomar consciência daquilo que lhe pertence, tomando consciência no sentido de preservar, apreciar e valorizar este património por vezes esquecido” – referiu o Prelado.
