“Que ela sirva para unir, sirva para louvar a Deus e sirva como lugar de partida, onde a gente se despede de alguém que vai para a eternidade” – realçou o bispo Auxiliar de Braga, D. Antonino Dias, que presidiu, dia 1 de Novembro, na paróquia de São Paio de Antas, Esposende, à cerimónia da bênção da denominada «Casa da Paz». Reconhecendo que uma obra como a que acabava de benzer sai cara, D. Antonino disse que, “neste dia, é motivo para dar graças a Deus”, desejando “que seja motivo de união e orgulho para todos”. A cerimónia da bênção da “Casa da Paz” foi antecedida da celebração da Missa da Solenidade de Todos os Santos, a que presidiu também o Bispo Auxiliar, que, na breve homilia, disse que o nome da nova capela mortuária “é uma interpelação para cada um de nós: que paz? Será casa de paz, se eu for construtor da paz” – explicou o prelado. Lembrando que “não é a casa que vem fazer a Igreja, que não cresce de fora para dentro, mas de dentro para fora”, D. Antonino Dias, ainda acerca da «Casa da Paz», interpelou os participantes na Eucaristia, dizendo: «vives em paz? Sentes crescer a paz em ti? Estás a ser construtor de paz a sério em ti mesmo?» No fim da bênção, um grupo de adolescentes da paróquia fez uma coreografia sobre os três momentos da vida humana: pré-natal, natal e morte (que foi designada como um «nascer de novo, pois a morte não existe»). A “Casa da Paz” — denominação atribuída pelo pároco de São Paio de Antas — é uma capela mortuária construída no terreno do passal da paróquia, contíguo à igreja paroquial. A obra é fruto do arquitecto Pe. José Manuel Oliveira Ribeiro e compreende a capela funerária (preparada para nela ser celebrada a Eucaristia), átrios de acesso e um “pequeno e discreto bar”.
