Os deuses da ciência não ensinam a viver

Palavras de D. António Sousa Braga na Peregrinação Nacional da Legião de Maria O bispo de Angra do Heroísmo, D. António Sousa Braga, presidiu, dia 26 de Outubro, no Santuário de Fátima, à Eucaristia de encerramento da Peregrinação Nacional da Legião de Maria e comentando as leituras bíblicas apontou Jesus como “o caminho de regresso da humanidade à vida com abundância”. Mas a fé n’Ele “não é vaga religiosidade, mas adesão à Pessoa de Jesus e ao Seu caminho”. Uma peregrinação que contou com cerca de 8 mil «legionários» que durante o fim-de-semana, 25 e 26 de Outubro, se deslocaram a Fátima para reflectir o tema “Com Maria ao Mistério Eucarístico”. Durante a homilia e apelando aos fiéis presentes, D. António Sousa Braga referiu que “no meio da instabilidade da história do mundo, a Igreja vive da realidade última e definitiva que é a Páscoa de Jesus, perpetuada na Eucaristia. Os acontecimentos nacionais e internacionais sucedem-se em catadupa, criando uma sensação de insegurança e de medo do futuro”. Mas apontou um momento de graça para a Igreja e para o Mundo “ultrapassarem o momento presente de um certo desencanto político, social e até religioso»”– a realização do 48.º Congresso Eucarístico Internacional, o qual terá lugar no México, em Outubro de 2004. Reforçou a sua ideia, dizendo que “não é que se combata directamente a ideia de Deus. Vive-se, como se Ele não existisse e não tivesse um desígnio regenerador para a humanidade. Alastra a indiferença religiosa e proliferam os ídolos: os deuses do gozo fácil e imediato; os deuses da ciência e da técnica, que nos permitem dominar a natureza e produzir bens de consumo, mas não nos ensinam a viver; os deuses sociais, sejam eles o Estado ou o Partido, ou os grandes grupos económicos, que geram interesses, acentuando as desigualdades e injustiças…”.

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