Mais países pedem referência ao cristianismo na Constituição Europeia

Um “número crescente” de países mostra-se favorável à inscrição de uma referência ao cristianismo na Constituição da União Europeia, afirmou ontem em Bruxelas o chefe da diplomacia italiana, Franco Frattini. A presidência italiana da UE promoveu um questionário sobre essa matéria, explicou. “O número de países que desejam a menção do cristianismo no Preâmbulo está a aumentar”, confirmou ainda um dos dois observadores do Parlamento Europeu na Conferência Inter-governamental (CIG) Klaus Haensch. A discutida referência é defendida claramente, desde o início da CIG, por Portugal, Espanha, Itália e Polónia, mas conta com a rejeição categórica da França e da Bélgica. Segundo foi possível apurar ontem, a Irlanda, República Checa, Eslováquia e Malta terão manifestado o seu apoio aos primeiros em resposta ao questionário da presidência italiana “Deixámos bem claro que não se trata de criar um Estado cristão ou de desviar-nos da laicidade das instituições europeias, trata-se de reconhecer um dado histórico, de constatar um facto”, precisou Klaus Haensch. O segundo observador do Parlamento Europeu, o espanhol Inigo Mendez de Vigo comentou que “há uma herança cristã, referente ao passado, e há a construção europeia, que é uma construção laica”. “Se a presidência italiana fizer uma proposta que junte estes dois elementos poderá haver um consenso”, concluiu.

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