A mediação da Igreja Católica permitiu assegurar que o Exército de Libertação Nacional (ELN) se proponha libertar os seus sete reféns estrangeiros a partir da próxima semana, tendo como única condição a presença de uma delegação onde figure a Igreja, a ONU e um dos chefes desta guerrilha. O anúncio desta decisão foi feita ontem pelo director da Pastoral social da Igreja colombiana, mons.r Hector Fabio Henao. O espanhol Asier Huegun Etxeberria, os israelitas Beni Daniel, Ortaz Ohayon, Ido Joseph Guy e Erez Altawil, o britânico Mark Henderson e o alemão Reinhilt Weigel estão sequestrados desde 12 de Setembro pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) na Sierra Nevada, a 950 quilómetros de Bogotá. “O ELN comprometeu-se a libertar os seus sete reféns estrangeiros, em primeiro lugar o espanhol de origem basca Asier Huegun Etxeberria, a partir da próxima semana”, revelou monsenhor Henao. Esta libertação terá lugar “tendo como primeira condição a presença na Sierra Nevada, para aí verificar a situação humanitária de uma delegação composta por membros da Igreja católica, da ONU e de Francisco Galan”, um dos chefes do ELN actualmente na prisão. O director da Pastoral social da Igreja colombiana anunciou este compromisso da guerrilha depois de se ter encontrado com o guerrilheiro Francisco Galan, na prisão de Itagui, perto de Medellin (noroeste) na companhia do padre Dario Echeverry, secretário geral da Comissão de Conciliação nacional na Colômbia.
