A conferência de Imprensa que encerrou o seminário “África-União Europeia: Parceiros na solidariedade” confirmou a intenção das Igrejas dos dois continentes em prosseguirem um diálogo próximo e concertado sobre matérias fundamentais para a cooperação e o desenvolvimento. D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, referiu que “a persistência da Igreja, ao organizar este encontro, deverá servir de incentivo para que os governos europeus, como pedimos ao ministro Martins da Cruz: façam todos os possíveis para dinamizar o diálogo entre a União Africana e a União Europeia”. Da parte dos Bispos da UE ficou a certeza de que as conclusões deste encontro chegarão até aos poderes políticos, “seja a nível europeu, em Bruxelas, seja a nível nacional, por meio das Conferências Episcopais de cada país”. A dívida externa, os conflitos africanos, o tráfico de armas e o combate à SIDA são as áreas onde incidem as conclusões dos 55 Bispos europeus e africanos que estiveram em Lisboa. Sobre o combate à SIDA, o presidente da SECAM, D. Monsengwo Pasinya, afirmou que não há intenção de pedir uma moral específica para África que permita o uso do preservativo porque “não queremos banalizar a doença, fazendo dela uma questão de sexo. O que procuramos é uma solução global, que implique a educação para a vida nos nossos jovens”. Concordando que a SIDA é uma “pandemia que se deve combater com todos os meios possíveis”, D. Monsengwo faz mesmo votos de que os homens de ciência “encontrem, num futuro próximo, os meios para prevenir e curar a doença”.
