Quando foi fundado, em 1986, pelo Pe. Dâmaso Lambers, o «Companheiro» tinha como objectivo central a “luta contra a exclusão”. Uma “visão profética” de que a verdadeira questão social do final do século seria a “exclusão e a inclusão” – disse à Agência ECCLESIA José Horta e Costa, Presidente do Conselho de Administração da Instituição «O Companheiro». Passadas duas dezenas de anos, esta ONG, que se “especializou na reinserção social dos presidiários”, está “com dificuldades financeiras” porque “perdeu um subsídio de 13 mil Euros, dado pela Santa Casa Misericórdia de Lisboa” – disse José Horta e Costa. Uma situação “incompreensível” derivado a um “parecer de um inspector do Ministério da Segurança Social” que entendeu que o «Companheiro» estava numa “situação ilegal” porque trabalhava com “presos em regime RAVE (Regime Aberto virado para o exterior)”. Perante estes dados “o «companheiro», a única ONG de reinserção social dos presidiários, está em risco de vida”. Mas a homenagem que o Rotary Clube de Lisboa – Lumiar fez ao Presidente do Conselho de Administração “significa que o «Companheiro» não está só e esta luta não é estritamente pessoal” – disse José Horta e costa. E adianta: “não desistimos” porque “queremos continuar a promover a reinserção social de cerca de 700 pessoas por ano”.
