Media Católicos não podem pactuar com a violência e o terrorismo

Concluíram-se hoje em Fátima as Jornadas de Comunicação da Igreja católica em Portugal com um forte apelo a que os meios de comunicação social não sirvam como meios de publicitação de actos de violência ou terrorismo. O director do Diário do Minho, Pe. João Aguiar, admitiu que “a verdade chega a ser morta para que a guerra comece!” “A liberdade de muitas opções editoriais é um mito. Por isso muitos se repetem e obedecem, mas poucos servem. Morrer em África é diferente de morrer em Nova Iorque ou no Japão, todos sabemos que são muitas as guerras e opressões ignoradas, às vezes propositadamente”, acusou. A questão fundamental desta intervenção foi a de saber como tratar acontecimentos dramáticos que envolvam a morte e o sofrimento de pessoas indefesas, um campo onde não pode haver neutralidade: “os atentados terroristas são uma notícia que os informadores não podem deixar passar em claro, mas aconselha-se um pronunciamento negativo sobre os actos de terror, tornando manifesta a sua irracionalidade e desumanidade”, defendeu Numa conferência intitulada “Guerra e paz na comunicação social”, este responsável destacou a forte incidência das “notícias dolorosas” em contraponto à quase ausência de “linhas de esperança”. “Revelando com actualidade as dores dos tempos, muitos meios de comunicação social não têm esta capacidade de contextualizar e analisar, com profundidade bastante, os episódios relatados e carecidos de explicação”, acrescentou. O Pe. João Aguiar identificou, no seu discurso, dois temas olhados com incomodidade pela Comunicação Social de inspiração cristã: “a guerra e a pedofilia”. “Aos comunicadores cristãos cabe enfrentar os problemas com coragem, verdade, humildade e fidelidade ao magistério da Igreja”, advertiu.

Partilhar:
Scroll to Top