“As iniciativas televisivas dos católicos nos Países europeus: realidade e perspectivas” é o título do Seminário que ocorre hoje em Roma, tendo como objectivo a partilha de experiências e o lançamento de produções televisivas conjuntas. O evento é promovido pela Comissão Episcopal Europeia da Media (CEEM) do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) em colaboração com a Fundação “Comunicação e Cultura” e a Comissão pelas Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Italiana. O panorama europeu sobre as relações entre a televisão e a igreja católica é muito variado. Em alguns países ou dioceses, existem televisões privadas de matriz católica; em outras a Igreja teve acesso a alguns programas nas estações públicas; em outros países não existe nada. Actualmente, no nosso país, a Igreja Católica dispõe de 23 minutos diários e de 25 minutos no programa “70×7” ao Domingo. As restantes confissões religiosas têm 7 minutos e meio de segunda a sexta-feira e de 25 minutos ao Domingo no programa “Caminhos”. Tudo isto vai manter-se na reformulada RTP 2 que vai chamar-se “A Dois”, embora haja, no entender do Padre António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica, outros caminhos abertos. “Para além disto que já existe e que é institucional, que é um acordo, digamos assim, entre as confissões e a RTP, agora pode haver um outro tipo de propostas: ou a Universidade Católica, ou a Rádio Renascença, ou as Misericórdias, ou os movimentos, podem propor fazer programas dentro deste canal. Têm que estudar as condições e têm que chegar a um acordo com a própria televisão”. Foram convidados para participarem no seminário de Roma os directores das televisões católicas e os responsáveis pelos programas religiosos nas televisões públicas, mas também delegados de Conferências Episcopais onde a igreja católica não tem nenhum espaço televisivo, num total de vinte países europeus. O representante português nesta reunião será o director da ECCLESIA, Paulo Rocha.
