Jornadas Pastorais do Clero de Évora Ir ao encontro das famílias, desafiá-las a sair de atitudes de desânimo ou destrutivas para dar um colorido cristão às famílias da Arquidiocese de Évora foi a grande conclusão das Jornadas Pastorais do Clero, que tiveram como tema “Família em tempos de mudança”. “Para chegar a esta temática partiu-se de todo um trabalho desenvolvido ao longo de três anos sobre a responsabilização de cada pessoa na vida da Igreja. Este trabalho, se não estivesse vinculado à família não teria uma dinâmica eclesial forte”, assegura à ECCLESIA o Pe. Eduardo da Silva, Vigário Geral da arquidiocese de Évora. Realizadas no Seminário Maior, em Évora, nos dias 15 e 16 de Setembro, as Jornadas seguiram o tema escolhido para próximo triénio, na Arquidiocese de Évora e, este ano pela primeira vez, contaram com a presença dos leigos responsáveis pela pastoral diocesana da família. Segundo o Pe. Eduardo da Silva “a nossa actividade enquanto Clero passa por ir ao encontro das famílias, desafiá-las a sair de atitudes de desânimo ou destrutivas. Sabemos que as pessoas que vão à Igreja são poucas e é preciso começar por aproximar-se, convocar, para dar um colorido cristão às famílias que temos na nossa Diocese”. O programa para o próximo triénio não aborda directamente a pastoral, os sacramentos para a família, mas tenta perceber que família se tem. “Neste primeiro ano teremos temas multidisciplinares sobre a família, com o contributo da nossa Universidade, para a conhecermos e desenvolvermos uma atitude mais realista”, explica o Vigário Geral. Nesse sentido, o primeiro dia das Jornadas foi orientado pela Comissão de Reflexão sobre a Família, liderada pelo Doutor Luís Sebastião, da Universidade de Évora. Esta Comissão foi nomeada pelo Arcebispo de Évora para promover uma reflexão sobre as questões ligadas à família, de forma a apoiar a acção da pastoral diocesana no que a esta matéria diz respeito. Temas como “A família no quadro geral da sociologia”, “Família e cultura económica”, “Sexualidade e conjugalidade” e “Educação e posmodernidade” estiveram em discussão. “Partimos do princípio que a família é uma realidade humana, comunidade de vida e de amor e é a ela que temos de apresenta a nossa mensagem”, justifica o Pe. Eduardo da Silva.
