Cidadania europeia, ensino do idioma, revalorização das periferias das cidades e um sistema escolar adequado são as quatro propostas da Comunidade de Santo Egídio perante o desafio que significa a imigração no velho continente. «Só através do reconhecimento dos imigrantes como cidadãos plenos se pode alcançar a convivência pacífica que não cancela as identidades, mas que as deixa existir junto a uma nova identidade comum a todos os europeus», assegurou Daniela Pompei. Estas ideias foram expostas no “Encontro para a paz 2003”, concluído esta terça-feira em Aachen, pela representante da Comunidade de Santo Egídio, responsável pela convocação da reunião onde participaram quinhentos líderes religiosos. «Propomos o ensino do idioma do país que acolhe como base para uma plena comunicação entre pessoas diferentes. Desta forma, pedimos uma nova normativa europeia sobre a cidadania que supere as leis nacionais para construir uma Europa com diferentes identidades e com uma identidade unitária mais forte», afirmou Pompei. A Comunidade de Santo Egídio defendeu ainda «a revalorização das periferias urbanas para enfrentar a criação de autênticos guetos e favorecer a convivência». A representante da Comunidade sugeriu, também, «o apoio às políticas de integração escolar, com programas que prestem mais atenção às diferenças culturais».
