A Comissão dos Direitos Humanos da ONU pediu sexta-feira a Israel que ponha termo à construção de uma barreira de segurança na Cisjordânia, afirmando que esta “impõe (aos palestinianos) restrições suplementares e cuja severidade é injustificável”. Num texto tornado público esta sexta-feira em Genebra, a Comissão denuncia também os “assassínios selectivos” de pessoas suspeitas de terrorismo nos territórios ocupados, a detenção prolongada de suspeitos sem direito a um advogado, ou ainda a prática do exército israelita de utilizar os palestinianos como “escudos” durante as operações militares. «Embora reconhecendo a gravidade das preocupações (de Israel) em matéria de segurança (…) a comissão manifesta inquietação face ao estabelecimento de uma ‘zona de contacto’, através de uma barreira, e numa parte de um muro, que impõe restrições suplementares e, cuja severidade é injustificável para ao direito à liberdade de circulação, em particular dos palestinianos, ao interior dos territórios ocupados», indica o texto. A comissão – formada por 18 peritos independentes – conclui, assim, que esta construção “deve ser interrompida”. A Custódia Franciscana dos Lugares Santos já tinha manifestado, no início deste ano, a sua preocupação em relação a este muro.
