Igreja deve ter em consideração as necessidades dos países pobres no debate sobre OGM

As preocupações do mundo missionário em torno do intenso debate interno na Igreja Católica sobre os OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados) conheceram ontem mais um contributo, o do Director da agência de notícias missionária italiana, MISNA. Em editorial, o Pe. Giulio Albanese ressalta a importância de procurar um ponto de vista comum na Igreja, com o fim de aprofundar todos os aspectos do problema, científicos, éticos e humanitários. “O mundo missionário está certo de que a Igreja saberá ter em alta consideração as exigências dos povos e das comunidades do sul do mundo”, escreve. Segundo o Director da MISNA, a reunião de estudo do próximo Outono, patrocinada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, poderá levar a indicações autorizadas sobre o assunto. As preocupações de vários componentes do mundo missionário, dos quais a MISNA quer ser porta-voz, referem-se porém ao mecanismo económico que está por detrás da utilização dos OGM. “Para além do princípio de cautela – afirma Pe. Albanese – estão as questões do “business”, do comércio, e, mais precisamente, do direito de propriedade sobre as sementes geneticamente modificadas, que, indiscutivelmente, também à luz da ética social da Igreja Católica, aumentaria a dependência dos países pobres em relação aos países ricos”, adverte no seu texto.

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