Academia Pontifícia para a Vida diz que os transgénicos não são imorais

O vice-presidente da Academia Pontifícia para a Vida, D. Elio Sgreccia, disse que os alimentos geneticamente modificados (OGM) ou “transgénicos”, não são imorais “por si”, porque não é a mesma coisa manipular códigos genéticos de animais ou plantas do que de seres humanos. Em entrevista à Rádio Vaticano, o Prelado respondeu ao “fundamentalismo” ecologista que rejeita o plano dos OGM, e pediu que se mantenha uma “sensata abertura” à “intervenção do homem sobre as plantas e animais, inclusive no campo genético”. “Uma coisa é o discurso bioético sobre animais e plantas, e outro o que se refere às biotecnologias sobre o homem”, explicou D. Sgreccia, ao indicar a necessidade “dar crédito a uma ciência eticamente inspirada”. “Se a intervenção genética sobre plantas e animais for isenta de danos e útil ao homem, não deve haver uma posição de censura e até agora não foram denunciados riscos graves”, acrescentou. Os comentários de D. Sgreccia são os primeiros sinais da pesquisa interna que a Santa Sé iniciou para tomar uma posição definitiva sobre os OGM. O tema dos transgénicos enfrentou no mercado internacional os Estados Unidos, que é favorável à modificação genética de sementes e animais, e a Europa, onde há uma política de total rejeição à qualquer intervenção sobre o código genético de animais ou plantas.

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