Religiões podem passar a controlar os seus lugares santos em Jerusalém

O líder trabalhista israelita, Shimon Peres, propôs esta segunda-feira que a parte antiga de Jerusalém seja desmilitarizada e transformada numa cidade internacional, sob controlo das Nações Unidas, dividindo-se a parte moderna entre Israel e o Estado Palestiniano. A parte antiga de Jerusalém, onde estão situados os monumentos religiosos, deve ser transformada em “cidade internacional, fora de toda a soberania política”, na qual “cada religião controlaria os seus lugares santos”, advogou Peres em declarações citadas pela Lusa. A segurança, acrescentou, poderia estar a cargo de uma “polícia mista composta por israelitas e palestinianos” e Jerusalém tornar-se-ia numa cidade “sem armas, sem defesa, livremente acessível e aberta ao mundo inteiro”.

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