Fotos de mortos de guerra violam o direito internacional, lembra Santa Sé

Ao comentar a divulgação das imagens dos filhos de Sadam Hussein, o jornal diário da Santa Sé recorda que, segundo o direito internacional, a publicação de fotos de mortos em guerra são proibidas. A edição italiana deste sábado de «L’Osservatore Romano» abre com um artigo principal intitulado «Uma vez mais o trágico rosto da guerra». «Sem respeitar o prescrito pelo direito internacional em relação aos vencidos, foram difundidas as fotos dos desfigurados cadáveres dos filhos de Sadam Hussein, Uday e Qusay, mortos esta terça-feira em Mosul durante um ataque realizado pelos militares americanos», explica o artigo. «L’Osservatore Romano» criticara veementemente em 25 de Março a divulgação de imagens de prisioneiros de guerra americanos que a televisão iraquiana transmitiu, por considerá-las uma ofensa contra a «dignidade do homem». O diário vaticano publica também a justificação oferecida pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, que afirmou essa quinta-feira que foi ele quem deu a ordem, apesar de ela não corresponder à linha habitual do Pentágono.

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